
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (8/4) em forte alta de 2,09%, aos 192.201,16 pontos, renovando seu recorde de fechamento após atingir a máxima histórica intradiária de 193.759,01 pontos. O movimento foi impulsionado pelo alívio no cenário externo, com a trégua temporária entre Estados Unidos e Irã reduzindo os prêmios de risco globais e estimulando o apetite por ativos mais arriscados.
Em linha com o ambiente externo mais favorável, as bolsas de Estados Unidos registraram fortes ganhos: o Dow Jones subiu 2,85%, o S&P 500 avançou 2,51% e o Nasdaq ganhou 2,80%, refletindo a expectativa de uma trégua mais duradoura no Oriente Médio.
O alívio geopolítico também provocou forte queda nos preços do petróleo, com o barril do WTI para maio recuando 16,4%, a US$ 94,41, e o Brent para junho caindo 13,3%, a US$ 94,75 — as maiores quedas desde abril de 2020. O movimento pressionou as ações da Petrobras, que caíram 4,42% (ON) e 3,92% (PN), limitando ganhos ainda maiores do índice.
Por outro lado, o setor bancário liderou as altas, com destaque para o Bradesco, cujas ações preferenciais avançaram até 5%. A Vale também contribuiu positivamente, com alta de 2,27%. No dia, o índice oscilou entre a mínima de 188.260,14 pontos e a máxima histórica, com volume financeiro de R$ 41,8 bilhões.
Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 2,21% na semana, 2,53% em abril e 19,29% no ano.
Câmbio – já o dólar comercial fechou o dia em queda de 1,10%, a R$ 5,10, no menor nível desde 17 de maio de 2024, acompanhando a redução dos prêmios de risco globais após o anúncio de cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.
Apesar da queda, a sessão foi marcada por volatilidade, refletindo incertezas ainda presentes no cenário geopolítico, com declarações divergentes entre autoridades iranianas e americanas e episódios recentes envolvendo o fechamento do Estreito de Ormuz.
No exterior, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes — chegou a cair pela manhã, mas inverteu o movimento ao longo da tarde, saindo da mínima de 98,951 pontos para a máxima de 99,179 pontos.
No cenário doméstico, o câmbio também foi influenciado por fatores como a possível redução do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior e o aumento das incertezas fiscais com a aproximação das eleições.