
A Petros, fundo de pensão que tem a Petrobras como principal patrocinadora, encerrou o exercício de 2025 com uma rentabilidade consolidada de 12,57%, bem acima do objetivo médio de 9,11%. Com esse resultado, os ativos tiveram valorização de R$ 15,5 bilhões no ano, elevando o patrimônio da fundação para mais de R$ 150 bilhões no início de 2026. Além do desempenho consolidado, os 31 planos administrados pela Petros também superaram seus respectivos objetivos de retorno em 2025.
Segundo o diretor de Investimentos da Petros, Gustavo Gazaneo, “os resultados de 2025 evidenciam a qualidade das nossas estratégias de investimentos, que combinam proteção das carteiras e otimização da relação risco-retorno, de acordo com o perfil de cada plano e seguindo as diretrizes das nossas políticas de investimentos”. Ele destaca que, nos planos de benefício definido, a estratégia de imunização foi fundamental para os resultados acima do objetivo de retorno pelo terceiro ano consecutivo. Já nos planos mais jovens, como o PP-2, a diversificação e a gestão ativa permitiram capturar oportunidades relevantes de mercado.
Os maiores planos de benefício definido, PPSP-R e PPSP-NR, superaram suas metas atuariais pelo terceiro ano seguido. O primeiro registrou retorno de 10,37% no ano, para uma meta de 9,16%, enquanto o segundo teve rentabilidade de 10,44%, também acima da meta de 9,16%. Os resultados refletem a estratégia de imunização, com alocação em títulos públicos levados a vencimento, que levou ambos os planos a encerrarem 2025 com cerca de 90% das carteiras imunizadas.
Já o PP-2, maior plano de contribuição variável do país, alcançou retorno de 15,25% sobre os investimentos, seis pontos percentuais acima do objetivo de 9,18%. Com isso, o patrimônio do plano evoluiu de R$ 48,7 bilhões ao final de 2024 para R$ 58,6 bilhões ao fim de 2025, um incremento de aproximadamente R$ 10 bilhões. Segundo Gazaneo, o resultado reforça a consistência da estratégia de investimentos, com destaque para a otimização da relação risco-retorno ao longo do ano.
Carteiras – Na carteira consolidada de renda fixa, as taxas de juros elevadas contribuíram para a atratividade dos títulos públicos, que seguiram rendendo acima das metas atuariais dos planos. Essa carteira fechou o ano com retorno de 11,34%.
A carteira consolidada de renda variável acumulou alta de 31,04% no ano, enquanto a carteira de investimentos estruturados — impulsionada pelos fundos multimercados — valorizou 15,16% até dezembro.
Os investimentos imobiliários, por sua vez, renderam 10,89% em 2025, puxados pelo aumento da taxa de ocupação dos imóveis, pela ampliação de receitas com novos contratos e pela precificação dos ativos a valor de mercado.