Fãs de K-pop, um gênero de música pop coreana, derrubaram na semana passada as linhas de atendimento telefônico e os canais de e-mail do fundo de pensão sul-coreano NPS (National Pension System), de US$ 900 bilhões, em protesto contra uma suposta participação da entidade previdenciária na saída de um dos integrantes da banda Enhypen.
A Enhypen é agenciada pela empresa Hybe, na qual o NPS tem uma participação de 7,54%. A NPS é a terceira maior acionista da empresa, atrás apenas do fundador da empresa, Bang Si-hyuk, e da desenvolvedora de jogos Netmarble, mas não interfere em suas decisões artísticas.
A reação dos fãs do Enhypen foi baseada em informação incorreta de que o fundo de pensão seria acionista majoritário da empresa e que teria participado da decisão de afastar Heeseung, um dos integrantes do Enhypen. Na verdade, Heeseung deixou a banda para seguir carreira solo.
Kim Sung-joo, presidente e CEO do NPS, revelou o ocorrido no Facebook na quarta-feira passada (18/3) e pediu aos fãs do Enhypen que não interrompam mais os serviços, afirmando que as ações prejudicaram trabalhadores na Coreia e no exterior que buscavam orientações sobre aposentadoria.
“Descobrimos que alguns usuários no X postaram os números do centro de suporte do NPS e mobilizaram outros para protestar contra a remoção de um membro do Enhypen”, afirmou Kim. Segundo ele, a entidade recebeu chamadas internacionais e mais de 1.500 e-mails em um período de duas horas.