
A Resolução Previc nº 26/2025, que traz um novo enfoque regulatório para os investimentos sustentáveis dos fundos de pensão brasileiros, já mostra impacto positivo junto às fundações. Segundo o CEO da SulAmérica Vida, Previdência e Investimentos, Marcelo Mello, está aumentando a participação das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) em produtos de investimentos que respeitam as regras do PRI (Principles for Responsible Investment) e dos códigos de autorregulação da Abrapp.
“Esse movimento começou a evoluir em 2025 pelo lado dos consultores. O interesse pelos investimentos ESG (responsabilidade ambiental, social e de governança) hoje é expressivo e começa pela classe de renda fixa/crédito privado, reflexo da migração dos investidores institucionais que saíram da renda variável para a renda fixa”, diz Mello.
Segundo ele, os fundos de crédito da família ESG da asset já representam 33% do volume na indústria de fundos de renda fixa IS (aqueles que contam com o selo de Investimento Sustentável da Anbima). “Essa família está replicada entre os nossos diversos produtos. Sua performance relativa foi bastante competitiva em 2025 porque os fundos mitigam riscos devido à aplicação dos critérios de sustentabilidade e também porque sua maior carência (liquidez em D+ 45 dias) permite ter ativos de mais longo prazo”, afirma.