Ibovespa sobe 0,35% com fala de Netanyahu

O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,35% nesta quinta-feira (19/3), aos 180.270 pontos, refletindo a volatilidade provocada por declarações de autoridades de Israel sobre incertezas em relação ao conflito no Oriente Médio, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz. As bolsas internacionais também oscilaram ao longo do dia, encerrando o pregão majoritariamente em baixa, ainda diante das incertezas geopolíticas.

As falas do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicando possível avanço no conflito e até um desfecho mais próximo melhoraram o humor dos mercados, mas a ausência de um prazo claro para o fim da guerra limitou o otimismo.

O petróleo, que chegou a cair com mais intensidade, também reduziu o ritmo de baixa ao longo da tarde, em meio à expectativa de liberação de reservas estratégicas pela Agência Internacional de Energia (AIE). No cenário doméstico, os investidores também repercutiram a decisão do Copom de iniciar o ciclo de cortes de juros, com redução da Selic para 14,75% ao ano.

No acumulado, o Ibovespa sobe 1,47% na semana, mas ainda recua 4,51% no mês, com alta de 11,88% no ano.

Entre as principais blue chips, as ações do setor financeiro inverteram o sinal ao longo da sessão e fecharam em alta, com destaque para o Santander (Unit), que subiu 1,15%, enquanto o Bradesco (PN) avançou 0,05%. Já as empresas ligadas a commodities tiveram desempenho negativo: os papéis da Petrobras recuaram 0,12% (ON) e 0,47% (PN), acompanhando a volatilidade do petróleo, enquanto a Vale caiu 0,65%.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,58%, fechando a R$ 5,21, em movimento associado à melhora parcial do apetite por risco após as sinalizações de possível arrefecimento do conflito no Oriente Médio. A queda também refletiu a reversão de posições defensivas adotadas nos dias anteriores, quando a moeda havia se fortalecido com a escalada das tensões.

Apesar do alívio no câmbio, o ambiente segue volátil, já que as declarações de autoridades internacionais não eliminaram as incertezas sobre o conflito, especialmente quanto ao funcionamento do Estreito de Ormuz — fator já mencionado anteriormente e que continua sendo central para os preços do petróleo e para o comportamento dos mercados globais.