Ibovespa reaje à queda do preço do petróleo e fecha em alta

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou esta segunda-feira (16/3) em alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos, refletindo o alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e a consequente queda dos preços do petróleo, o que reduziu a aversão ao risco nos mercados. O movimento esteve em linha com o desempenho positivo das bolsas internacionais, que também reagiram à percepção de menor risco de interrupção no fluxo global de energia.

Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar os 180 mil pontos, mas perdeu força no ajuste de fechamento. O alívio no mercado veio após a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz no fim de semana, reduzindo os temores de bloqueio da rota estratégica para o transporte de petróleo. Investidores também ajustaram posições antes da chamada “superquarta” (18/3), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) decide a taxa Selic. A expectativa predominante no mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros.

Apesar da recuperação desta sessão, o Ibovespa ainda acumula queda de 4,72% em março, enquanto no acumulado de 2026 registra alta de 11,64%.

Entre as principais blue chips, o movimento positivo foi liderado por empresas ligadas a commodities e pelo setor financeiro. As ações da Vale avançaram 0,69%, enquanto os papéis da Petrobras subiram 1,50% (ON) e 2,04% (PN). No setor bancário, o Itaú Unibanco (PN) registrou alta de 1,42%, e o Santander (Unit) valorizou 0,79%. Já os papéis do Bradesco perderam força no final do pregão, com as ações ON estáveis e as PN em leve alta de 0,05%.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 1,63%, fechando a R$ 5,23, em movimento associado à melhora do apetite global por risco e à queda das cotações do petróleo. A redução das tensões no Oriente Médio diminuiu a procura por ativos de proteção e favoreceu moedas de países emergentes, como o real.

Analistas apontam que, com a percepção de menor risco de interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, investidores desmontaram parte das operações de hedge cambial montadas na sexta-feira (13/3). No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuava cerca de 0,57%, para perto de 99,8 pontos no fechamento do mercado brasileiro.

Mesmo com a queda nesta sessão, o dólar ainda acumula alta de 1,87% em março, enquanto no acumulado de 2026 registra recuo de 4,72%.