Guerra no Oriente Médio faz Ibovespa despencar 3,28%; dólar sobe

Ibovespa Queda

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou a sessão desta terça-feira (3/2) em forte queda de 3,28%, aos 183.104,87 pontos, em um pregão dominado pela aversão ao risco global diante da escalada das tensões no Oriente Médio. Foi a maior baixa desde o chamado “Flávio Day”, em 5 de dezembro, quando o senador Flávio Bolsonaro lançou sua candidatura presidencial que provocou forte turbulência política e uma queda de 4,31% no índice.

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevou os temores sobre possíveis interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial. Durante o dia, o petróleo chegou a subir mais de 9%, com o Brent tocando US$ 85 por barril, antes de encerrar com ganho próximo de 4,7%.

A deterioração do ambiente externo provocou um movimento generalizado de venda de ativos de risco. As ações da Vale, de maior peso no índice, recuaram 4,17%. No setor financeiro, Itaú (PN) caiu 3,35%, BTG Pactual (Unit) perdeu 5,86% e Santander Brasil (Unit) recuou 2,45%. Após a forte alta da véspera, Petrobras fechou em leve queda de 0,74% (ON) e 0,44% (PN). O volume negociado na B3 somou R$ 46,7 bilhões.

Câmbio – No câmbio, o dólar avançou 1,92%, encerrando o dia a R$ 5,26, refletindo a busca global por proteção. A moeda americana também se fortaleceu no exterior, com o índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, rondando os 99 pontos no fim da tarde.

Nos dois primeiros pregões de março, o dólar acumula alta de 2,56%. Ainda assim, no acumulado de 2026 a moeda americana registra avanço de 4,08% frente ao real.

Bolsas internacionais – Entre as bolsas internacionais, o clima também foi de cautela. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,83%, o S&P 500 recuou 0,94% e o Nasdaq perdeu 1,02%, refletindo o aumento das incertezas geopolíticas e o receio de impactos inflacionários decorrentes da alta do petróleo.