
O UBS foi selecionado como o novo gestor da estratégia de investimentos no exterior da Elos, para uma carteira de R$ 89 milhões. A decisão foi tomada após dois meses de avaliações, que incluíram análises quantitativas e qualitativas, diligências presenciais e uma avaliação aprofundada de aspectos como governança, risco, estrutura operacional, tecnologia, práticas ESG e capacidade global de gestão.
A carteira de exterior da Elos tinha a Schroders como gestora. Mas em setembro do ano passado a gestora inglêsa anunciou que estava deixando de operar no Brasil, nomeando a Riza como sua sucessora para a gestão das carteiras locais e a Gama como sucessora para a gestão dos “feeders” internacionais.
Nem todos os clientes, porém, concordaram com a sucessão definida pela Schroders. Duas que não concordaram foram a Elos e a Previnorte, ambas patrocinadas por subsidiárias da antiga Eletrobras (hoje Axia Energia), que se uniram numa estratégia unificada para buscar um novo gestor para suas carteiras de exterior. A Previnorte tinha uma carteira de exterior de cerca de R$ 200 milhões.
O processo de escolha de um novo gestor para substituir a Schroders envolveu inicialmente cerca de 30 gestoras, das quais 19 receberam a RFP (Request for Proposal) contendo as diretrizes do mandato, parâmetros de risco e requisitos de governança para a constituição de novos fundos exclusivos. Dessas, sete foram selecionadas para a etapa presencial de due diligence e dois ficaram como finalistas, o UBS e o BTG Pactual.
O UBS, segundo a nota da Elos, foi o que apresentou mais aderência aos critérios técnicos e estratégicos definidos, além de robustez operacional e alinhamento com os objetivos de longo prazo das entidades. O fundo de exterior da Elos passou a chamar-se UBS Elos Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Responsabilidade Limitada. Não há informações, na nota da Elos, sobre o fundo de exterior da Previnorte.