Ibovespa cai mas segue acima dos 191 mil pontos; dólar sobe 0,27%

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (26) em leve queda de 0,13%, aos 191.005,02 pontos, refletindo a realização de lucros nas ações de grande capitalização após uma sequência de altas recentes. Mesmo com o recuo, o índice manteve a faixa dos 191 mil pontos pela terceira sessão consecutiva. O desempenho ficou em linha com o ambiente externo mais cauteloso, marcado por perdas em Nova York.

Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram o dia em baixa, com o Nasdaq recuando mais de 1%, em meio a preocupações relacionadas ao avanço da inteligência artificial e seus possíveis impactos econômicos, apesar do balanço positivo da Nvidia no quarto trimestre. O movimento foi acompanhado por maior aversão ao risco global, influenciado também pelas negociações entre EUA e Irã em torno do programa nuclear iraniano.

No cenário doméstico, analistas destacam que o principal vetor de valorização recente da Bolsa tem sido o fluxo estrangeiro. O diferencial de juros segue atraindo capital externo, enquanto o mercado brasileiro ainda é considerado “barato” em termos de valuation. O componente eleitoral começa a entrar no radar dos investidores, mas ainda não é o fator predominante na formação de preços.

Entre os destaques do dia, as ações de maior peso pressionaram o índice. A Vale recuou 0,84%, após ter avançado 2,55% na sessão anterior. A Petrobras apresentou desempenho misto: os papéis ordinários (PETR3) caíram 0,14%, enquanto os preferenciais (PETR4) subiram 0,10%. No setor bancário, Itaú Unibanco (PN) recuou 0,25% e Banco do Brasil (ON) caiu 1,09%, embora ambos ainda acumulem ganhos no mês.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,27%, fechando a R$ 5,14, após cinco sessões consecutivas de queda, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco no exterior e perdas entre moedas emergentes, especialmente latino-americanas. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, operou em leve alta e chegou a 97,984 pontos na máxima do dia.

Apesar da alta no pregão, o dólar acumula queda de 0,71% na semana, recuo de 2,07% em fevereiro e desvalorização de 6,38% no ano frente ao real. O impacto do cenário eleitoral doméstico sobre o câmbio ainda é considerado incipiente. No exterior, investidores seguem atentos à divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro nos Estados Unidos e às expectativas de início de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) a partir de julho.