O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (19/2) em alta de 1,35%, aos 188.534,42 pontos, após três quedas consecutivas, refletindo a divulgação do IBC-Br — considerado uma prévia do PIB — e a continuidade do fluxo de capital estrangeiro para o mercado brasileiro. O movimento ficou parcialmente alinhado ao cenário internacional, marcado por valorização do petróleo e maior tensão geopolítica.
O IBC-Br recuou 0,18% de novembro para dezembro, com ajuste sazonal, resultado melhor do que o esperado pelo mercado, que projetava queda de 0,4%. O dado foi interpretado como sinal de desaceleração moderada da atividade, sem deterioração mais intensa, reforçando a percepção de que o Copom deve manter cautela no início do ciclo de cortes da Selic previsto para março. Analistas também destacam a entrada consistente de recursos estrangeiros tanto na Bolsa quanto na renda fixa doméstica, favorecida pelo diferencial de juros.
Entre as blue-chips, as ações da Petrobras lideraram os ganhos, com alta de 2,62% nas ordinárias (ON) e de 1,67% nas preferenciais (PN), acompanhando a valorização superior a 2% do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. No setor bancário, Banco do Brasil (ON) avançou 2,48%, enquanto o Bradesco subiu 1,83% nas ON e 2,01% nas PN. Já o setor metálico teve desempenho mais contido: a Vale, que chegou a cair durante o pregão, encerrou com leve alta de 0,2%, ainda sem referência do minério de ferro negociado em Dalian, na China, devido ao feriado do Ano-Novo Lunar.
No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,26% no dia, fechando a R$ 5,23, após três sessões consecutivas de alta, movimento atribuído à entrada de recursos estrangeiros e ao fortalecimento do chamado carry trade — estratégia que se beneficia do diferencial de juros ainda elevado no Brasil. Em fevereiro, a moeda acumula baixa de 0,39% e, no ano, recua 4,77%. A queda ocorreu mesmo com a valorização do dólar no exterior, onde o índice DXY subiu e chegou a tocar 98 pontos, acumulando alta próxima de 1% na semana, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, fator que também impulsionou os preços do petróleo.