O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (9/2) em alta de 1,80%, aos 186.241,15 pontos, renovando o recorde de fechamento pela décima vez em 2026. A alta foi impulsionada principalmente pela entrada de capital estrangeiro, em meio à rotação global de ativos que favorece mercados emergentes, após sinais vindos da China de menor apetite por títulos públicos dos Estados Unidos. O movimento destoa das bolsas internacionais, que operaram de forma mais cautelosa diante do enfraquecimento do dólar e das incertezas sobre economias desenvolvidas.
O avanço do índice foi liderado por ações do setor financeiro e de commodities. As ações da Vale subiram 1,96%, enquanto os papéis da Petrobras avançaram 2,03% (ON) e 1,83% (PN), acompanhando a alta superior a 1% dos contratos futuros de petróleo no exterior. No setor bancário, o destaque foi o Santander Brasil, com ganho de 5,98%. Itaú subiu 3,34%, Banco do Brasil avançou 2,01%, e Bradesco teve altas de 1,40% (ON) e 1,46% (PN). Apenas o BTG Pactual registrou leve queda, de 0,12%.
No mercado de câmbio, o dólar desvalorizou-se 0,62% no dia, fechando a R$ 5,19, menor nível de encerramento desde 28 de maio de 2024. O movimento refletiu a diversificação de portfólios globais e a notícia de que autoridades chinesas teriam recomendado a bancos locais reduzir a exposição a títulos do Tesouro americano.
No exterior, o enfraquecimento da moeda americana também foi observado no índice DXY, que caiu cerca de 0,80%, para 96,8 pontos. No Brasil, a valorização do real foi reforçada pela entrada de capital estrangeiro na Bolsa, o que aumenta a demanda por reais, além da sinalização do Banco Central de que eventuais cortes na taxa Selic devem ocorrer de forma gradual.