Edição 383
O mercado acionário brasileiro atravessa uma de suas melhores fases da última década, com o Ibovespa acumulando valorização superior a 40% desde o início de 2025 até meados de janeiro de 2026. Por trás desse crescimento significativo estão, de um lado, a entrada de capital estrangeiro em busca de ativos considerados baratos no Brasil, impulsionada pela expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos, e, de outro, a melhora do ambiente doméstico, marcada pela queda da inflação e pelo crescimento do PIB acima do esperado.
Ainda assim, o horizonte para os próximos meses permanece incerto. No cenário internacional, persistem as tensões entre os grandes blocos econômicos – Estados Unidos, China e Europa – enquanto, no plano interno, as eleições no Brasil tendem a elevar a polarização política. Diante desse contexto, a questão que se impõe é: as perspectivas para o mercado acionário seguem favoráveis? Para responder a essa pergunta, ouvimos dois especialistas no tema.

Nós acreditamos que a perspectiva de curto prazo para o mercado brasileiro é boa por dois motivos: a) continuação da entrada de recursos estrangeiros; b) Queda de Selic.
O Ibovespa subiu 13% em Janeiro, tornando-se o mês com melhor desempenho desde novembro de 2023 e uma das três maiores performances dos últimos 10 anos. Esse forte desempenho foi impulsionado por entradas maciças de investidores estrangeiros, que compraram o equivalente a R$ 23 bilhões em ações apenas em Janeiro – a maior entrada desde janeiro de 2022.
No entanto, este não foi um fenômeno exclusivo do Brasil. O fluxo de capital para fundos de Mercados Emergentes não foi apenas muito forte na segunda metade de 2025, mas tem se acelerado. As entradas apenas em janeiro atingiram US$ 17,5 bilhões, subindo de US$ 13,1 bilhões em dezembro de 2025 e US$ 9 bilhões em novembro. O fluxo para fundos de Mercados Emergentes em Janeiro equivale a quase metade de todas as entradas observadas em 2025.
E nós acreditamos que essa tendência pode se sobrepor às incertezas de eleições no Brasil. Na nossa visão, houve uma saída de recursos dos EUA, especialmente de empresas de tecnologia (empresas de crescimento) e houve uma migração para empresas de valor. E os ativos de bolsa no Brasil além de serem líquidos, são considerados de valor – empresas de commodities e financeiras.
Adicionalmente, como o Copom sinalizou um início de flexibilização monetária na próxima reunião, o mercado já começa a debater a magnitude desse primeiro corte. Embora o consenso preveja um corte de 50 bps em março, basta cogitar uma queda de 75 bps para que o mercado passe a projetar um ciclo de queda de juros mais agressivo. Nesse contexto, empresas locais alavancadas teriam um alívio imediato com a queda das despesas financeiras.
Nós acreditamos que os investidores estrangeiros vão focar em: fluxo para emergentes e queda de taxa de juros. Eles provavelmente vão se preocupar com a eleição brasileira mais para a frente.

Nós acreditamos que a perspectiva de curto prazo para o mercado brasileiro é boa por dois motivos: a) continuação da entrada de recursos estrangeiros; b) Queda de Selic.
O Ibovespa subiu 13% em Janeiro, tornando-se o mês com melhor desempenho desde novembro de 2023 e uma das três maiores performances dos últimos 10 anos. Esse forte desempenho foi impulsionado por entradas maciças de investidores estrangeiros, que compraram o equivalente a R$ 23 bilhões em ações apenas em Janeiro – a maior entrada desde janeiro de 2022.
No entanto, este não foi um fenômeno exclusivo do Brasil. O fluxo de capital para fundos de Mercados Emergentes não foi apenas muito forte na segunda metade de 2025, mas tem se acelerado. As entradas apenas em janeiro atingiram US$ 17,5 bilhões, subindo de US$ 13,1 bilhões em dezembro de 2025 e US$ 9 bilhões em novembro. O fluxo para fundos de Mercados Emergentes em Janeiro equivale a quase metade de todas as entradas observadas em 2025.
E nós acreditamos que essa tendência pode se sobrepor às incertezas de eleições no Brasil. Na nossa visão, houve uma saída de recursos dos EUA, especialmente de empresas de tecnologia (empresas de crescimento) e houve uma migração para empresas de valor. E os ativos de bolsa no Brasil além de serem líquidos, são considerados de valor – empresas de commodities e financeiras.
Adicionalmente, como o Copom sinalizou um início de flexibilização monetária na próxima reunião, o mercado já começa a debater a magnitude desse primeiro corte. Embora o consenso preveja um corte de 50 bps em março, basta cogitar uma queda de 75 bps para que o mercado passe a projetar um ciclo de queda de juros mais agressivo. Nesse contexto, empresas locais alavancadas teriam um alívio imediato com a queda das despesas financeiras.
Nós acreditamos que os investidores estrangeiros vão focar em: fluxo para emergentes e queda de taxa de juros. Eles provavelmente vão se preocupar com a eleição brasileira mais para a frente.