Realização de lucros faz Ibovespa recuar 2,14%

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (4/2) em queda de 2,14%, aos 181.708,23 pontos, registrando a maior baixa desde 16 de dezembro, em um movimento de realização de lucros após o rali recente e em linha com o viés mais cauteloso observado nos mercados internacionais. Ao longo do pregão, o índice chegou a recuar perto de 3%, refletindo a correção após a sequência de recordes.

As perdas foram lideradas pelo setor bancário, que pressionou o desempenho do índice. O Santander (Unit) caiu 2,70% após a divulgação de seu balanço, que abriu a temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 no setor financeiro e desencadeou uma correção mais ampla nas ações do segmento. O Itaú (PN) recuou 3,29%, enquanto o Bradesco (PN) caiu 3,23%, acompanhando o movimento negativo do setor.

Entre as blue chips, a Vale ajudou a limitar uma queda ainda maior do Ibovespa, ao avançar 0,49% no fechamento, após melhorar ao longo da tarde. A Petrobras também apresentou relativa resiliência, com recuo de 0,57% nas ações ordinárias (ON) e de 0,16% nas preferenciais (PN). O índice oscilou entre a mínima intradiária próxima de 3% de queda e o patamar final de 181.708,23 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou praticamente estável, com leve queda de 0,01%, a R$ 5,25. Apesar da forte correção da Bolsa e do aumento das preocupações com o cenário fiscal doméstico, o real mostrou resiliência, acompanhando a valorização do dólar no exterior. Investidores também monitoraram a indicação de Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central, movimento que teve impacto limitado no câmbio.

No fim da tarde, o Banco Central informou que o fluxo cambial foi positivo em US$ 5,086 bilhões em janeiro, após saldo negativo de US$ 12,191 bilhões em dezembro.