O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (3/2) em alta de 1,58%, aos 185.674,43 pontos, renovando o recorde de fechamento. O movimento descolou parcialmente das bolsas internacionais, que tiveram desempenho mais fraco, e foi sustentado por uma rotação global de portfólios, com redução da exposição a ativos norte-americanos e maior alocação em mercados emergentes, beneficiando o Brasil.
Ao longo do pregão, o índice rompeu pela primeira vez a marca dos 187 mil pontos, renovando também a máxima intradiária. No cenário doméstico, o tom mais construtivo da ata do Copom, que indicou “serenidade” na definição do tamanho e da velocidade do ciclo de cortes de juros previsto para começar em março, reforçou o apetite por risco. Dados mais fracos da atividade, como a queda de 1,2% da produção industrial em dezembro, também alimentaram expectativas de flexibilização monetária.
Entre as blue chips, a Vale avançou 4,92% e foi um dos principais destaques do dia. A Petrobras também contribuiu positivamente, com alta de 1,24% nas ações ordinárias (ON) e 0,91% nas preferenciais (PN), acompanhando a recuperação dos preços do petróleo. No setor bancário, o Banco do Brasil (ON) subiu 1,54%. Já o Santander Brasil (units) recuou 2,39% após a divulgação de lucro abaixo das expectativas no quarto trimestre de 2025. No dia, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 182.815,55 pontos e a máxima histórica de 187.333,83 pontos, com volume financeiro de R$ 36,3 bilhões.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,24. A desvalorização da moeda americana refletiu o maior apetite por risco, a fraqueza do dólar no exterior e a alta do petróleo, fatores que favoreceram moedas de países emergentes e estimularam o ingresso de recursos no Brasil.