O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (29/1) em queda de 0,84%, aos 183.133,75 pontos, em um movimento de realização de lucros após a sequência de recordes recentes. A baixa esteve em linha com o exterior, onde as bolsas reagiram negativamente ao resultado da Microsoft. Apesar do recuo no dia, o fluxo de capital para o Brasil segue positivo, sustentado pelo diferencial de juros e pelas operações de carry trade. Em janeiro, a Bolsa ainda acumula alta de 13,66%, caminhando para o melhor desempenho mensal desde novembro de 2020.
Ao longo do pregão, o índice chegou a renovar a máxima intradiária, aos 186.449,75 pontos, antes de perder força. Entre as blue chips, a Vale subiu 0,51%, mesmo com a pressão negativa sobre o setor metálico. No financeiro, Santander (Unit) caiu 1,47% e BTG Pactual (Unit) recuou 2,01%, enquanto o Banco do Brasil (ON) avançou 0,39%. A Petrobras ajudou a limitar as perdas, com alta de 0,65% nas ações ordinárias (ON) e 0,96% nas preferenciais (PN), apoiadas pela valorização superior a 3% dos contratos futuros de petróleo em Londres e Nova York.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,19, acompanhando a dinâmica global das moedas. A desvalorização refletiu a alta das commodities, especialmente do petróleo, que avançou quase 4% em meio a tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã, favorecendo moedas de países emergentes. Na semana, a divisa acumula baixa de 1,75%, e, em janeiro, a queda chega a 5,38%.
O real segue beneficiado no curto prazo pelo carry trade, mesmo diante da sinalização de que o Copom pode iniciar o ciclo de cortes da Selic a partir de março.