Pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha indica que 80% das instituições financeiras atribuem notas acima de 7 (de 0 a 10) para a importância do tema, e 63% afirmam que a pauta ganhou mais relevância nos últimos 12 meses.
“O resultado mostra que a sustentabilidade está cada vez mais incorporada à estratégia das instituições, embora avance em ritmos diferentes conforme o segmento ou o porte de cada casa”, diz Carlos Massaru Takahashi, diretor da associação e coordenador da Rede Anbima de Sustentabilidade.
Segundo a pesquisa, a maioria das gestoras (87%) discorda da ideia de que a sustentabilidade esteja restrita à realidade estrangeira. E 74% das instituições não consideram que o assunto tenha sido superestimado, ou seja, recebido mais importância do que deveria.
A pesquisa segmenta as instituições em cinco estágios de maturidade ESG (questões ambientais, sociais e de governança): Desconfiado (7%) – percebe sustentabilidade como obstáculo ao negócio, tem dúvidas e conceitos equivocados sobre o tema (em 2021, eram 4%); Distante (38%) – tem visão simplificada do tema, voltada apenas ao meio ambiente (eram 35%); Iniciado (16%) – começa a estruturar ações, ainda superficiais e focadas em meio ambiente (eram 32%); Emergente (28%) – entende sustentabilidade como compromisso amplo em ESG (eram 22%); Engajado (11%) – integra ESG como parte da estratégia, com coerência entre discurso e prática (eram 7%).
De 2021, quando foi feita a última edição, para cá, a principal mudança foi entre os iniciados: o número de instituições nesse perfil caiu pela metade, de 32% para 16%. Os resultados indicam que essas casas migraram para duas direções: parte delas ganhou maturidade, evoluindo para os perfis mais avançados — emergente e engajado — e a outra parte assumiu posturas menos alinhadas ao tema, engrossando os grupos ‘distante’ e ‘desconfiado’.
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