
A diversificação de portfólio permanece como um dos pilares centrais da gestão de investimentos em 2026. Em um ambiente marcado por incertezas globais, política monetária ainda restritiva, desafios fiscais e proximidade do ciclo eleitoral, a construção de carteiras resilientes exige uma abordagem estratégica que combine previsibilidade de fluxo de caixa, controle de risco, proteção real do patrimônio e aderência aos compromissos atuariais de longo prazo.
O cenário macroeconômico brasileiro segue desafiador, mas apresenta sinais relevantes de transição. Após um ciclo prolongado de aperto monetário, a taxa básica de juros encontra-se em torno de 15% ao ano. Apesar da sinalização de manutenção de uma postura contracionista, observam-se evidências de moderação da atividade econômica e desaceleração gradual da inflação.
Adicionalmente, 2026 tende a ser marcado por maior volatilidade dos mercados, em função do calendário eleitoral e das incertezas associadas à política econômica. Caso o processo de inflação controlada se consolide, o mercado projeta redução gradual da taxa de juros ao longo do ano, com convergência para patamares próximos a 12% ao final do período.
Perspectivas atuais e oportunidades
Diante desse cenário, a alocação em ativos atrelados ao CDI continuará exercendo papel central nas carteiras institucionais. Mesmo diante de eventual flexibilização monetária, o CDI tende a permanecer elevado durante boa parte de 2026, permitindo ao investidor capturar uma taxa anual entre 15% e 12%. Esse patamar reforça a relevância da renda fixa pós-fixada para a gestão de liquidez, preservação de capital e mitigação de volatilidade.
Paralelamente, o horizonte de 2026 sustenta uma avaliação favorável para os fundos imobiliários, especialmente os fundos de tijolo, cuja dinâmica de preços apresenta correlação relevante com o ciclo de juros. Após um período mais adverso, o setor passa por ajuste gradual da relação risco-retorno.
A perspectiva de flexibilização monetária tende a favorecer a reprecificação dos ativos e a valorização das cotas, com destaque para o segmento logístico, sustentado pela alta demanda de ocupantes.
Devant Asset
É nesse contexto que se insere a atuação da Devant Asset, gestora independente com aproximadamente R$ 1,6 bilhão sob gestão, reconhecida expertise em crédito privado, mercado imobiliário e agronegócio. Sua abordagem é pautada por governança robusta, disciplina na alocação e visão de longo prazo, características essenciais para atender às demandas de investidores institucionais.
No segmento imobiliário, o Fundo Imobiliário DPRO11 (Devant Properties FII) representa uma estratégia focada na geração de renda por meio de ativo logístico bem localizado, com contrato de longo prazo e indexado ao IPCA, conferindo previsibilidade de fluxo de caixa.
A diversificação eficiente também requer alocação criteriosa em crédito privado, especialmente em estratégias com histórico longo e comprovada capacidade de geração de valor ao longo de diferentes ciclos econômicos. Nesse sentido, a Devant Asset oferece soluções complementares, com fundos de investimento de perfis distintos de liquidez e risco.
Solidus
Com quase uma década de histórico, o fundo superou o índice de referência na maior parte dos períodos com elevada previsibilidade e resiliência ao longo do tempo. Destinado a investidores em geral, possui liquidez D0.
Magna
Também voltado a investidores em geral, possui liquidez D30 e horizonte de investimento mais alongado. Desde seu início, em 2019, o fundo acumulou retorno consistente acima do do CDI na maior parte dos períodos.
Audax
Fundo destinado a investidores qualificados, com estratégia mais ativa em crédito privado e estruturado. Com liquidez D30, o fundo apresenta rentabilidade acumulada significativamente superior ao CDI desde o início, combinando captura de prêmio e controle de volatilidade.
A combinação entre diversas classes de ativos permite construir uma arquitetura de portfólio mais robusta, equilibrando liquidez, geração de renda e potencial de valorização. Em um ambiente ainda marcado por juros elevados, mas com perspectivas gradualmente mais favoráveis, a diversificação se consolida como uma estratégia ativa de geração de valor sustentável.
Christiano de Figueiredo Moreira é Sócio e Managing Director da Devant Asset