Apesar da fraca valorização, Ibovespa mantém-se acima dos 165 mil

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou esta quinta-feira (15/1) em alta de 0,26%, aos 165.568,32 pontos, batendo novo recorde de fechamento. Foi o segundo pregão consecutivo em que o índice permaneceu acima dos 165 mil pontos, em um movimento sustentado principalmente pelo desempenho do setor financeiro e por expectativas mais favoráveis para o cenário macroeconômico.

A renovação de recordes ocorreu apesar do desempenho negativo das ações da Petrobras, que vinham sustentando parte dos ganhos recentes do índice. Com a forte correção dos preços do petróleo no mercado internacional, ocorrida após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar recuo na possibilidade de uma intervenção militar direta no Irã, os papéis ordinários da Petrobras caíram 1,02% e os preferenciais recuaram 0,63%.

As ações de bancos lideraram os ganhos do dia. O Bradesco se destacou, com alta de 1,58% nos papéis ordinários (ON) e de 2,05% nos preferenciais (PN). Em sentido oposto, o Santander recuou 2,47%, enquanto o Banco do Brasil teve leve queda de 0,19%. Segundo analistas, as máximas históricas da Bolsa refletem uma combinação de inflação mais controlada e expectativa de início do ciclo de cortes da taxa Selic ao longo dos próximos meses. No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou esta quinta-feira (15) em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,37. Após ter sido a moeda emergente com pior desempenho n dia anterior, o real se recuperou, acompanhando a alta generalizada das moedas de países emergentes frente ao dólar.