O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (13/1) em queda de 0,72%, aos 161.973,05 pontos, acompanhando o movimento negativo das bolsas de Nova York, em um pregão marcado por maior aversão ao risco nos mercados globais. O alinhamento com o exterior pesou sobre o índice brasileiro, especialmente em um dia de agenda doméstica mais esvaziada.
As ações do setor financeiro lideraram as perdas e reforçaram a pressão vinda do mercado internacional, enquanto os papéis de commodities ajudaram a limitar uma queda mais acentuada. O recuo ocorreu apesar da forte alta do petróleo, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Entre os destaques, a Vale avançou 0,82%, enquanto a Petrobras subiu 3,41% nas ações ordinárias (ON) e 2,57% nas preferenciais (PN). No sentido oposto, os bancos recuaram, com perdas de 0,81% no Itaú (PN) e de 3,06% no Banco do Brasil (ON). Hapvida (-8,39%), Yduqs (-4,75%) e Vivara (-4,59%) lideraram as quedas do dia.
Em Nova York, os principais índices fecharam em baixa, refletindo o aumento das tensões geopolíticas e um viés mais defensivo dos investidores. O Dow Jones caiu 0,80%, o S&P 500 recuou 0,19% e o Nasdaq perdeu 0,10%, movimento que se refletiu diretamente no desempenho do Ibovespa ao longo do pregão.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em leve alta de 0,06%, a R$ 5,37, também em sintonia com o exterior, diante da cautela global e da expectativa de manutenção dos juros nos Estados Unidos após a divulgação do CPI, o índice que mede preços a consumidor nos Estados Unidos, vir dentro do esperado