Previ aprova mudança na metodologia de avaliação da Litel

A diretoria executiva da Previ aprovou em 18 de setembro uma mudança na metodologia de avaliação de sua participação na Litel. A holding é o veículo pelo qual Previ, Petros, Funcef e Funcesp investem em Vale S.A. A Previ possui 80,6% de Litel e 21,33% do capital total da mineradora. A nova metodologia, com precificação ao final de cada mês, considerará uma média ponderada das cotações dos três meses anteriores ao último dia útil do mês corrente, que também será ajustado pelos ativos e passivos constantes do balanço da Litel. Em contabilidade, os ativos são considerados os bens e direitos de uma empresa, enquanto os passivos são as obrigações que a companhia possui. A nova metodologia está valendo desde 28 de setembro, quando foi apresentada ao conselho deliberativo da Previ.

A Litel não é uma companhia listada na Bolsa de Valores, e por isso as ações que a empresa possui em Vale estavam vinculadas a um acordo de acionistas desde a privatização da mineradora. A contabilização da participação da Previ na Litel era realizada anualmente, tendo como base a avaliação por valor econômico, registrada ao final de cada exercício. O valor permanecia o mesmo durante todo o ano, só sofrendo atualização no balanço do exercício do ano seguinte. Por exemplo: a avaliação utilizada para calcular o valor de Vale na carteira da Previ em 2018 foi feita no balanço final do exercício de 2017. Com a nova metodologia, a avaliação será mais aderente ao valor atual de Vale, já que refletirá o preço das ações na bolsa mensalmente.

“A mudança de metodologia de avaliação da participação da Previ em Litel é uma das consequências positivas do novo acordo de acionistas da Vale, implementado em 2017”, diz o comunicado divulgado pela Previ. Diversas ações foram promovidas para simplificar, modernizar e reorganizar societariamente a companhia, como a incorporação da Valepar pela Vale, a conversão das ações preferenciais em ordinárias e adesão da Vale ao Novo Mercado, o mais alto grau de governança corporativa da B3 (antiga BM&FBovespa), lista a fundação.

Desde o novo acordo de acionistas – assinado entre Litel e os antigos sócios da Valepar, com prazo de três anos, até 2020 – 53% das ações de Vale detidas por Litel já se encontravam liberadas para negociação. “Mais um motivo para o valor da companhia na carteira da Previ ser o mais próximo do valor da ação na Bolsa de Valores”, destaca a entidade. O balancete do mês de setembro já considerará a nova metodologia.