12-12-2017 – 13:05:08
Em seu relatório sobre o mercado acionário da América Latina em 2018, o Bank of America Merrill Lynch aponta Brasil, Argentina e Peru como os três países que devem apresentar a melhor performance nos próximos meses, e México, Chile e Colômbia como os que devem ter desempenho abaixo da média. Para os três primeiros o banco recomenda uma exposição ‘overweight’ (acima da média do mercado), e para os três últimos, ‘underweight’ (abaixo da média do mercado).
Segundo os cálculos dos estrategistas do BofA David Beker e Nicole Inui que assinam o relatório, o mercado acionário da América Latina deve apresentar retorno médio em dólar na casa dos 10% em 2018. Para o Ibovespa, a estimativa dos analistas indica o benchmark aos 85 mil pontos em dezembro do ano que vem.
Os profissionais da instituição financeira americana lembram que 2018 será marcado pela volatilidade no mercado latino-americano de renda variável, tendo em vista as eleições para presidente em três grandes mercados da região – Brasil, México e Colômbia – com possíveis “consequências binárias”, escrevem os gestores, que acrescentam que, “política à parte, os fundamentos permanecem sólidos à medida que o PIB acelera na maior parte da região”.
Progressos na agenda de reformas no Brasil e Argentina serão importante impulsionador para os mercados locais, prosseguem os especialistas do BofA, que ressaltam ainda que no período de junho a julho devemos ter uma “necessária pausa com a Copa do Mundo”. Eles afirmam também que o mercado brasileiro pode operar mais voltado às eleições que aos fundamentos. “Em eleições passadas, o mercado acionário do Brasil teve desempenho abaixo da média nos seis meses anteriores à disputa”.
Dada a incerteza sobre os candidatos e suas propostas, os investidores podem esperar até ter uma visibilidade um pouco melhor para então se posicionar, preveem os estrategistas do BofA. Em termos setoriais, o banco americano tem optado pelos segmentos de consumo discricionário, indústria e construção, em detrimento ao financeiro e consumo não discricionário.