05-10-2017 – 12:55:21
O fundo de pensão Faeces, que já administrava um plano de autogestão em saúde para cerca de 400 participantes da entidade, assumiu em agosto aproximadamente quatro mil vidas oriundas do plano de saúde que até então era administrado por sua patrocinadora para seus funcionários, a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan).
Luiz Carlos Cotta, presidente da Faeces, explica que, devido aos custos elevados com saúde, que sobem sempre acima da variação da inflação oficial, alguns participantes da fundação de idade mais avançada não estavam conseguindo arcar com as despesas do plano de saúde. “E com a migração das quatro mil vidas da patrocinadora, formada em grande parte por pessoas mais jovens, e com dependentes mais jovens ainda, os custos do plano tendem a ser diluídos”, disse Cotta, que participa nessa semana do Congresso da Abrapp.
Antes da migração das vidas da patrocinadora, os custos para os participantes do plano de saúde da Faeces, que variam de acordo com a idade e os benefícios recebidos, iam de R$ 280 até R$ 1000. Com a integração dos novos segurados, o intervalo caiu para uma banda entre R$ 120 até R$ 780.
O presidente da Faeces entende que a Lei Complementar 109, de 2001, que proibiu as fundações de instituírem planos de autogestão em saúde, deveria ser revista pelo órgão regulador, uma vez que, “por não terem fins lucrativos, as entidades fechadas de previdência complementar tem condições de oferecer o serviço com custos mais atrativos do que as companhias abertas de seguros”.