19-09-2017 – 18:07:20
Há três anos no mercado, o Certificado de Operações Estruturadas (COE) vem ganhando cada vez mais espaço nas carteiras de investidores. O estoque, que considera o montante disponível no mercado, acaba de superar a marca dos R$ 10 bilhões, de acordo com levantamento da B3, companhia resultante da combinação de negócios entre a BM&FBovespa e a Cetip. Em 2017, até o fechamento de agosto, o volume de emissões de COE foi de R$ 5,5 bilhões. Segundo Fabio Zenaro, superintendente de produtos da B3, o cenário de queda da taxa básica de juros pode beneficiar o produto. “Em mercados hoje maduros, percebe-se que instrumentos estruturados como o COE se desenvolveram especialmente quando houve queda das taxas de juros, especialmente por possibilitarem rendimentos diferenciados”, explica o executivo, em nota.
A principal característica do COE é ser flexível por se tratar de uma aplicação financeira que mescla características de renda fixa e renda variável e que viabiliza diversificação de portfólio, pois permite acesso a novos mercados – como commodities, ações de companhias listadas em bolsas estrangeiras e índices internacionais, entre outros. Um dos fatores que impulsionou o crescimento do COE foi a regulamentação da distribuição pública do instrumento, em vigor desde 26 de fevereiro de 2016, que incentivou a oferta do certificado a um maior número de investidores. Hoje 20 bancos já emitiram o instrumento e 14 intermediários distribuem o produto. O ticket médio dos poupadores que optam pelo COE entre as pessoas físicas é de R$ 67 mil e o prazo mais frequente (73%), considerando o volume financeiro, é de COEs acima de dois anos.