Captação líquida da Brasilprev cai no primeiro semestre, mas ativ...

23-08-2017 – 10:03:08

 

A captação líquida para os planos PGBL e VGBL da Brasilprev caiu de R$ 13,3 bilhões no primeiro semestre de 2016 para R$ 7,7 bilhões no mesmo período deste ano, uma diferença de 41,8% para o período. A arrecadação total também teve queda, de 12,3%, encerrando os seis primeiros meses de 2017 em R$ 19,2 bilhões. De acordo com o presidente da companhia, Paulo Valle, a queda na captação já era esperado, já que o final de 2016 a instituição contabilizou mais de 50% de crescimento na captação líquida. “Outro fator é que há novos atores no mercado, u seja, com a concorrência aumentando, esse movimento é natural”.

Já o volume de ativos da empresa de previdência aberta continua crescendo. No final do semestre, os ativos sob gestão da Brasilprev totalizaram R$ 217 milhões, 24,9% a mais que o computado no mesmo período do ano anterior. Valle destaca que vemos o mercado de previdência aberta continua crescente, e a expectativa é que esse movimento continue. “Previdência é um assunto que vai ser discutido no mundo inteiro. Estamos vivendo mais e isso tem despertado interesse da população. O potencial de crescimento desse setor é muito grande”, salienta.

Em relação a segmentos, os planos individuais continuam dominando a carteira da Brasilprev, com R$ 173,9 bilhões em reservas e crescimento de 26,6% no semestre. Já os empresariais finalizaram o período com R$ 31,4 bilhões arrecadados, alta de 25% em relação ao ano anterior. A Brasilprev trabalha também com planos para menores de idade, o chamado mercado junior, que conta com cerca de R$ 3,1 bilhões em ativos e cresceu 11,2% na mesma base de comparação. Paulo Valle destaca que o segmento empresarial está sendo constantemente monitorado pela companhia, pois para ele esse é o caminho mais eficiente para inserir o maior número de trabalhadores no sistema de previdência complementar aberta. “Acreditamos que o segmento empresarial merece atenção especial. Já há incentivo tributário para eles, mas isso precisa mais eficiente e temos priorizado esse tema nos debates da indústria”, diz.

Investimentos – Em relação à carteira de investimentos da Brasilprev, o diretor de planejamento e controle, Nelson Katz, destaca que para o próximo semestre a companhia está acompanhamos o cenário econômico, mas o foco é no longo prazo. “O momento traz oportunidades boas para aumentar poupança e para mudar estratégias, saindo da renda fixa e apostando em produtos multimercados. Nos próximos anos, veremos um perfil diferente da indústria de previdência aberta no Brasil”, destaca Katz.

Paulo Valle complementa dizendo que a queda da taxa de juros no Brasil deixa mais claro a importância do alongamento dos investimentos. “Quando se fala em previdência, o investimento tem que ser feito em ativos de longo prazo. Países com juros altos incentivam a aplicação de curto prazo, mas quando juros caem, o investidor começa a procurar rentabilidade maior. Assim, procura adequar e diversificar seus investimentos”.