29-06-2017 – 12:11:37
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a Resolução 4.582, que fixou a meta para a inflação em 4,25% para 2019 e em 4,00% para 2020, com margem de tolerância de um e meio ponto percentual para mais ou para menos. A meta atualmente é de 4,5%, com banda de flutuação de dois pontos percentuais. Já o Decreto nº 9.083, de 28 de junho de 2017, aperfeiçoou o sistema por meio da extensão para dois anos e meio do horizonte de fixação da meta para a inflação e seu intervalo de tolerância.
Esse novo horizonte será válido a partir deste ano em diante e permite uma maior separação entre a definição da meta para a inflação e a condução da política monetária. Com isso, amplia-se a capacidade de a política monetária balizar as expectativas de inflação para prazos mais longos, o que reduz incertezas e melhora a capacidade de planejamento das famílias, empresas e governo. “A perspectiva da inflação foi beneficiada pelo redirecionamento da política econômica e a adoção de reformas e ajustes que, combinado com a condução da política monetária, permitiram reancorar as expectativas de inflação”, diz o comunicado da autoridade monetária. O contexto atual constitui uma oportunidade para fixar a meta para a inflação em valores inferiores a 4,5%, acrescenta o CMN.
“Em junho de 2018, já na nova regra, o CMN definirá a meta para apenas um ano, no caso, para 2021, sem a previsão de se rever as meta para 2019 ou 2020, estabelecidas hoje”, disse Ilan Goldfajn, presidente do BC, em coletiva de imprensa em Brasília. “Com expectativas de inflação mais longas ancoradas em patamares mais baixos a economia pode almejar de forma sustentável juros de longo prazo mais baixos”.