Indústria de fundos tem captação de R$ 20,7 bilhões em fevereiro,...

09-03-2017 – 13:12:33

 

A indústria de fundos de investimento registrou captação líquida de R$ 20,7 bilhões em fevereiro, o maior volume para o mês desde o início da série, em 2002, de acordo com as informações divulgadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Com isso, a indústria acumula captação líquida de R$ 61,1 bilhões no primeiro bimestre, e de R$ 174,7 bilhões em doze meses, a maior já registrada para esses períodos. “Embora parte do ingresso de recursos no início do ano possa ser associada aos fundos pertencentes ao Poder Público em função do crescimento sazonal da arrecadação de impostos, ele também resulta de um expressivo ingresso em fundos direcionados a investidores do Varejo e do Private, por exemplo”, informa a associação, em relatório.

No mês passado, com exceção dos fundos cambiais, que tiveram resgates de R$ 47,7 milhões, todas as classes de fundos registraram fluxo positivo de recursos, inclusive ações, o que não acontecia desde setembro. Os fundos de renda fixa, como já tem ocorrido nos últimos meses, lideraram a captação de fevereiro, com entrada líquida de R$ 10,1 bilhões. Em seguida, empatados com R$ 3 bilhões cada, aparecem os FIDCs e os fundos de previdência. No acumulado de 2017, os fundos de renda fixa lideram a captação da indústria com R$ 45,5 bilhões, seguidos pelos multimercados, com R$ 10,6 bilhões. A classe dos FIDCs é a única que apresenta resgate líquido no primeiro bimestre, de R$ 2,5 bilhões.

Retornos – Com a valorização do mercado de renda fixa – o IMA-Geral subiu 2,26% em fevereiro – e também do de renda variável, com ganhos de 3,08% do Ibovespa, todos os tipos de fundos da indústria registraram retorno positivo no mês passado, à exceção dos fundos cambiais, que recuaram 1,12%. Os small caps, com alta de 5,09%, voltaram a ser destaque na classe de ações, e tem também a maior apreciação acumulada em 2017 na indústria, de 15,31%. “Diferente da tendência observada ao longo do ano passado, quando o movimento de recuperação do mercado acionário foi concentrado em ações de empresas com elevado peso no Ibovespa, os papéis de companhias de menor capitalização vêm se destacando em 2017”, aponta o relatório da Anbima. Nos dois primeiros meses do ano, os fundos de ações indexados acumulam valorização de 10,51%. No acumulado de doze meses, no entanto, os indexados seguem com ganhos superiores aos dos small caps, de 52,74% contra 39,89%.