Credit Suisse revisa projeções para Brasil por conta de “cenário ...

13-02-2017 – 13:30:30

 

O cenário para a economia brasileira se tornou mais benigno nos último meses, na avaliação da equipe econômica do Credit Suisse. Contribuíram para essa melhoria do ambiente, escrevem os especialistas em relatório, o forte declínio da inflação, a apreciação cambial, as medidas de natureza econômica apresentadas pelo governo e os resultados nas votações mais recentes no Congresso. Por conta dessas alterações verificadas, os economistas do banco suíço alteraram suas projeções para uma série de indicadores da economia doméstica. Para a inflação medida pelo IPCA, a estimativa foi de 5,2% para 4,7% em 2017 e de 5,5% para 5% em 2018. Os especialistas notam que os efeitos favoráveis do comportamento benigno da inflação de alimentos e a nova projeção para a trajetória da taxa de câmbio tendem a se propagar positivamente para os próximos meses, por conta da redução do efeito desfavorável da alta persistência inflacionária no Brasil. “Isso resultará em uma dinâmica ainda mais favorável da inflação nos próximos meses, em particular naqueles itens altamente indexados à inflação passada”.

Para a taxa Selic, os economistas do Credit Suisse avaliam que o balanço de riscos mais favorável para a inflação e a expectativa de retomada da atividade bastante gradual são compatíveis com um ciclo de afrouxamento monetário de maior magnitude e mais prolongado do que antecipado anteriormente. Dessa forma, a previsão para a taxa básica de juros foi revisada para 9,5% no fim de 2017 e de 2018, frente à projeção anterior de 10,25%. Para o PIB brasileiro, a projeção da instituição financeira foi alterada de 0% para crescimento de 0,2% em 2017, e de 1,5% para 2% em 2018. O efeito favorável de uma inflação mais controlada sobre o crescimento da massa salarial real e, consequentemente, sobre o consumo das famílias e o impacto positivo do declínio dos juros são apontados pelos economistas para justificar a elevação da previsão para o crescimento do PIB. Para o câmbio, a projeção do Credit Suisse passou de R$ 3,80 para R$ 3,40 neste ano, e de R$ 4 para R$ 3,60 no ano que vem. A trajetória de taxa de câmbio menos desfavorável nos próximos trimestres decorre, principalmente, da expectativa de uma maior entrada de fluxo de capitais no país, redução da inflação mais intensa do que esperado e elevação do preço das commodities no mercado internacional.