08-11-2016 – 13:13:10
O mercado brasileiro apresentou eventos importantes em outubro, como a aprovação do teto dos gastos na Câmara, que foi bastante positiva, dada a demonstração de força da base parlamentar do governo, destaca o fundo Verde em seu relatório de gestão referente ao mês passado. Os gestores do veículo ressaltam ainda os resultados positivos advindos da repatriação, arrecadando R$ 50 bilhões para o governo (embora o fluxo cambial tenha sido pouco relevante), o que vai ajudar a fechar as contas desse ano.
Por outro lado, os especialistas notam também uma contínua deterioração das contas dos governos estaduais. Eles avaliam que, embora o Rio de Janeiro esteja pior que muitos, está longe de ser o único caso que vai requerer medidas extremas — mais altas de impostos e taxas somados a corte de gastos. Os gestores do Verde lembram ainda que o Banco Central finalmente deu início ao ciclo de corte de juros, com queda de 25bps na Selic, mas arrefeceu os ânimos de quem esperava uma aceleração dos cortes adiante (o que prejudicou a posição em juro real do fundo). “Quando somamos todas essas variáveis, nos parece cada dia mais evidente que o crescimento vai continuar desapontando ao longo dos próximos anos. Isso nos mantém com pequenas alocações em bolsa, e também céticos da sustentabilidade fiscal de médio prazo”, diz o documento do fundo.
No cenário internacional, os gestores do Verde adotam como cenário base uma vitória de Hillary Clinton, com o senado americano basicamente dividido com pequena maioria democrata, e os republicanos mantendo o controle da Câmara. É essencialmente um cenário de continuidade política — e, portanto, de redução de prêmios de risco, ponderam os especialistas. Eles ressaltam que, embora esse seja o cenário base, algumas proteções tem sido adotadas, em índices de ações e moedas, para o caso de uma vitória de Trump. “A resolução da eleição abre caminho para a consolidação de uma alta de juros pelo Federal Reserve em dezembro, e volta a dar momentum para alta do dólar”.