29-09-2016 – 16:58:30
A agência de classificação de risco S&P elevou o rating de crédito do BTG Pactual após identificar que as pressões na liquidez do banco foram reduzidas. Segundo a S&P, as referidas pressões era resultado da prisão de seu ex-presidente André Esteves, no ano passado. Com melhor liquidez, a agência acredita “que o banco esteja em uma posição sólida para honrar suas obrigações de curto prazo”.
Na escala global, a nota de longo prazo BTG Pactual subiu de B+ para BB-; e a de curto prazo foi mantida em B. Já na escala nacional Brasil, ambos os ratings de longo e curto prazo foram elevados de brBBB e brA3 para brA e brA2, respectivamente. “Essas ações se baseiam na nossa reavaliação da liquidez do BTG de fraca para moderada”, diz comunicado da S&P. Em nossa opinião, o BTG implementou seu plano de contingência, que incluiu a venda de ativos, a desalavancagem de seu portfólio de empréstimos a clientes, reestruturações organizacionais, emissões de Depósitos com Garantias Especiais (DPGEs) e uma linha de crédito do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 6 bilhões, cujo montante tomado atualmente é de R$ 1,8 bilhão. Nesse contexto, acreditamos que o banco seja capaz de honrar suas obrigações de curto prazo”, explica a agência.
A agência também removeu os ratings do banco da listagem CreditWatch com implicações negativas. A perspectiva dos ratings de longo prazo, contudo, segue negativa. “Acreditamos que o perfil financeiro do BTG possa se deteriorar em razão das pressões no sistema bancário brasileiro, resultantes do aperto fiscal e monetário do governo soberano. Ela reflete ainda um potencial enfraquecimento na posição de negócios do banco, caso este não seja capaz de manter receitas operacionais estáveis, especialmente as provenientes das áreas de gestão de recursos e de ativos ou de outras atividades sensíveis à confiança devido aos riscos reputacionais”.
Mês passado a Fitch também retirou a observação negativa que atribuía aos ratings da BTG Pactual Asset Management, mantendo, contudo, a perspectiva negativa à classificação da gestora. A remoção da observação negativa, segundo a Fitch, se deu pela diminuição do impacto da prisão de André Esteves sobre a franquia e as perspectivas de negócios do grupo e, consequentemente, da gestora.