15-09-2016 – 13:11:31
O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Previ, avalia positivamente a oportunidade de venda da participação de 29,4% das ações do bloco de controle da CPFL Energia e da CPFL Renováveis. A oferta surgiu a partir da compra da participação da Camargo Corrêa, de 23,6% do controle, pela chinesa State Grid, anunciada no início de setembro ao valor de R$ 25 por ação.
Pelas regras de aquisição de bloco de controle de empresas abertas, o comprador deve estender a oferta para os demais acionistas controladores de acordo ao direito de preferência. Além da Previ, fazem parte do bloco de controle os fundos de pensão Sistel, Petros, Sabesprev e Funcesp, que estão reunidos na holding Bonaire, que detém 15,1%.
“A prioridade da Previ é deixar as posições mais líquidas possíveis. Por exemplo, hoje temos uma participação em CPFL que temos uma oportunidade de decidir pela venda. Estamos finalizando a decisão pela operação, temos até o final do mês para aderir ou não à proposta da State Grid”, aponta o diretor de investimentos da Previ, Marcus Moreira de Almeida. Ele explica que é uma decisão que ainda depende da decisão do conselho deliberativo do fundo de pensão. “Se decidirmos pela venda, é uma participação relevante que vamos aproveitar a oportunidade do mercado”, complementa Almeida.
A oferta da State Grid foi anunciada formalmente no último dia 2 de setembro. Os demais controladores têm 30 dias para decidir pela venda das posições. O valor estimado para a compra da parcela da Camargo Corrêa é de R$ 5,85 bilhões, ainda sujeito a ajustes e aprovação das autoridades. “Temos a opção de vender, permanecer ou até de comprar. Mas a tendência é que não iremos comprar. Estamos avaliando as possibilidades de vender ou permanecer. Comprar não está no radar dada a estratégia de desinvestimento em renda variável”, diz o diretor.
Ele explica que o preço oferecido pela State Grid que já tem um prêmio do valor que estava em Bolsa no momento do anúncio da oferta. “Já tem um prêmio razoável ao que estava precificado no mercado que é a expectativa de preço dos agentes”, diz.
As áreas de investimentos e participações da Previ enfrentam atualmente a necessidade de dar maior liquidez do plano devido às necessidades de cobrir os pagamentos dos benefícios, que consomem atualmente cerca de R$ 800 milhões por mês. “Nossa política irá prever certamente uma continuidade do processo que já estamos fazendo de diminuição gradual do peso da renda variável do Plano 1. Esse é um movimento irreversível dada a maturidade do plano e da necessidade de reduzir gradualmente o risco”, diz Marcus Moreira de Almeida, diretor de investimentos da Previ.