12-09-2016 – 14:39:17
A rentabilidade média dos fundos de pensão no primeiro semestre de 2016 atingiu 8,44%, frente a uma meta atuarial média de 8,50%, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, 12 de setembro, pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), no 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, que ocorre em Florianópolis (SC). Os planos da modalidade de benefício definido (BD) tiveram a pior rentabilidade do período, com retorno de 8,28%. Já os planos de contribuição definida (CD) aferiram ganhos de 8,66%, enquanto os de contribuição variável (CV) apresentaram valorização de 8,84%. O presidente da Abrapp, José Ribeiro Pena Neto, atribui a diferença entre os resultados ao efeito da marcação à mercado nas carteiras de renda fixa, que tradicionalmente são mais utilizados nos planos CV e CD do que nos BD.
A associação dos fundos de pensão também divulgou suas projeções até o fim do ano, nas quais prevê um retorno de 17,01% para o segmento de renda fixa, mas com três cenários possíveis para o de renda variável – em uma hipótese na qual a bolsa encerre o ano em 48,7 mil pontos, o retorno consolidado médio da carteira de investimento das fundações deve ficar em 12,93%, ante uma meta de 15,19%. Caso a bolsa alcance até dezembro os 57,3 mil pontos, então o retorno consolidado das carteiras deve subir para 16,14%, ante a mesma meta de 15,19%; e considerando a bolsa aos 65,9 mil pontos até o final de 2016, a rentabilidade das entidades deverá ser de 19,34%, ante a mesma meta utilizada nas outras hipóteses.
Entre outras informações também divulgadas durante o congresso, a Abrapp informou que o déficit do sistema cresceu de R$ 77 bilhões em 2015 para R$ 84 bilhões em junho de 2016. Já o superávit, no mesmo período de comparação, subiu de R$ 14 bilhões para R$ 17 bilhões. A associação das entidades fechadas de previdência complementar destacou ainda os planos instituídos e aqueles voltados aos servidores públicos, que apresentaram os maiores crescimentos nos últimos meses – os ativos dos instituídos passaram de R$ 4,5 bilhões em 2015 para R$ 5,1 bilhões em junho de 2016, enquanto os dos servidores públicos foram de R$ 770 milhões para R$ 1 bilhão.