Fitch retira observação negativa aos ratings da BTG Pactual Asset...

22-08-2016 – 16:21:12

 

A Fitch retirou a observação negativa que atribuia aos ratings da BTG Pactual Asset Management, mas ao mesmo tempo atribuiu perspectiva negativa à classificação da gestora. A remoção da observação negativa, explica a agência, reflete a diminuição do impacto da prisão do antigo CEO e ainda principal controlador do BTG Pactual, André Esteves, sobre a franquia e as perspectivas de negócios do grupo e, consequentemente, da gestora. A Fitch avalia que a gestora tem conseguido manter adequados níveis de ativos sob gestão e de rentabilidade para suportar suas atividades. “Na opinião da Fitch, as chances de novo abalo nas atividades da gestora se reduziram”, diz o relatório da agência de rating.

No entanto, a atribuição da perspectiva negativa reflete o entendimento da Fitch sobre as dificuldades que a gestora ainda enfrentará no futuro próximo. A asset do BTG Pactual, recorda a agência de classificação, sofreu significativa saída de recursos nos últimos oito meses, com uma queda de 41% dos ativos sob gestão, e reduziu o quadro de profissionais de operações para ajustar-se ao atual porte. A Fitch acredita que a BTG Pactual Asset pode ter dificuldades em sustentar sua geração de receita e manter sua atual capacidade de investimentos, tendo em vista a perspectiva de ambiente econômico “bastante desfavorável nos próximos dois anos”. A perspectiva negativa do rating pode ser revisada para estável caso a BTG Pactual Asset aumente seus ativos sob gestão para sustentar sua rentabilidade e manter seus principais profissionais de investimentos, mesmo diante do desafiador cenário para investimentos.

A agência também afirmou o rating ‘mais alto padrão’ da gestora, o mais elevado na escala de cinco níveis da Fitch, por avaliar que a plataforma de investimentos e a estrutura operacional da asset são superiores aos padrões utilizados por investidores institucionais nos mercados internacionais. O rating da BTG Pactual Asset abrange apenas suas atividades no mercado brasileiro de fundos tradicionais e não inclui as de gestão de recursos no exterior, gestão de patrimônio, private equity e private banking ou outras relacionadas a fundos imobiliários e fundos de fundos de terceiros.