24-06-2016 – 16:55:01
Operação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal para apurar desvios nos investimentos realizados junto ao à empresa Galileo Educacional resultaram, na manhã de hoje, em sete mandados de prisão temporária e doze mandados de busca e apreensão em três estados. Foi ainda decretado o bloqueio de bens e ativos financeiros – inclusive os localizados no exterior – de 46 pessoas físicas e jurídicas, no valor de cerca de R$ 1,35 bilhão. A operação foi batizada de Recomeço e as ordens foram expedidas pela 5a Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, os fundos de pensão Petros e Postalis investiram cerca de R$ 100 milhões na empresa Galileo Educacional, através da compra de debêntures. Os investimentos dos dois fundos de pensão foram realizados com o objetivo de recuperar a Universidade Gama Filho, do Grupo Galileo, mas ao invés disso teriam sido desviados para outras finalidades.
A investigação encontrou indícios de que os investigados desviaram grande parte dos recursos aportados pelas fundações em favor de sócios e pessoas jurídicas, ao invés de direcioná-los para a recuperação da Gama Filho. Entre os investigados que tiveram a prisão decretada estão o ex-diretor financeiro do Postalis, Adilson Florêncio da Costa, e os então sócios do Grupo Galileo, Márcio André Mendes Costa e Ricardo Andrade Magro.
Comunicado divulgado pela fundação Petros informa que a entidade “já vem colaborando e seguirá colaborando com as autoridades. Caso venha a ser comprovada qualquer ilegalidade, as medidas cabíveis serão tomadas para responsabilizar os eventuais envolvidos no sentido de recuperar os recursos”. No mesmo tom, a área de comunicação da Postalis divulgou nota informando que “a atual gestão do Postalis tem todo o interesse de que os fatos investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público sejam esclarecidos com celeridade”.