Mercado reafirma projeção de IPCA 2016 acima do teto da meta, mos...

06-06-2016 – 12:16:00

 

As projeções do mercado para a inflação continuaram em alta pela terceira semana seguida, segundo levantamento do Boletim Focus do Banco Central realizado com cerca de 100 analistas de instituições financeiras. A mediana para as projeções para o IPCA 2016 subiu de 7,06% da semana anterior para 7,12% na pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 6 de junho. Com o resultado, o mercado reafirma a tendência de fechamento do IPCA deste ano acima do teto da meta do Banco Central – 2 pontos percentuais acima do centro da meta que é de 4,5% ao ano.

Após o IPCA de março ter registrado 0,43%, o mercado tinha começado a prever a possibilidade de convergência da inflação abaixo do teto da meta. Com o IPCA de abril em 0,61%, acima das expectativas, os analistas começaram a rever suas previsões. Mas foi com o IPCA 15 de maio em 0,86%, bem acima do previsto, que o mercado inverteu a tendência de queda do ritmo inflacionário no curto prazo. Para o IPCA de maio, a mediana das projeções aponta para 0,72% – ante 0,71% da semana anterior.

Os preços dos alimentos e, principalmente, dos medicamentos, provocaram um efeito “repique” na inflação nos meses de abril e, provavelmente, de maio. Apesar disso, o mercado espera que o ritmo inflacionário deva desacelerar no médio prazo, segundos projeções do mercado, que prevê IPCA daqui a 12 meses de 5,94%. Mesmo com a projeção acima do teto da meta do Banco Central, o mercado projeta espaço para queda da Selic ainda em 2016.

A mediana das projeções da taxa Selic para o final do ano está em 12,88% – estável desde a semana anterior. Os analistas esperam que a nova equipe econômica de Henrique Meirelles e do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, promova o início de um novo ciclo de corte da Selic no segundo semestre.

PIB – As projeções para o PIB continuaram melhorando pela terceira semana consecutiva. A mediana das projeções marcou 3,71% nesta semana – ante 3,81% na semana anterior. Os analistas começam a prever que a retração da economia tenha atingido o “fundo do poço” e que a partir de agora começa um período de recuperação puxada, principalmente, pelas exportações, que são favorecidas pelo câmbio.