23-05-2016 – 17:30:54
As empresas de capital aberto da bolsa brasileira que não fazem parte do setor financeiro tiveram no primeiro trimestre de 2016 um retorno sobre o patrimônio (ROE) médio de 4,14%. Trata-se do menor patamar desde o primeiro trimestre de 2003, quando o ROE das empresas da bolsa, sem considerar os bancos, foi de 2,33%, mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira, 23 de maio, pela Economatica. O maior ROE médio alcançado pelas empresas não financeiras da bolsa ocorreu no terceiro trimestre de 2007, quando o indicador chegou a 15,01%.
Entre os bancos, o ROE nos três primeiros meses do ano foi de 9,74%, o que representou uma queda de 1,55 ponto percentual na comparação com dezembro de 2015. O maior ROE médio entre as instituições financeiras foi obtido no segundo trimestre de 2008, de 21,02%.
Entre todas as empresas que compõem a carteira teórica do Ibovespa, a Braskem foi a que apresentou o maior ROE nos doze meses acumulados até março, de 96,39%. Em seguida aparece a Smiles, com 76,75%, e a BB Seguridade, com 51,78%. Entre as vinte empresas com maior ROE no Ibovespa, aparecem três do setor de energia elétrica – Equatorial (24,81%), Tractebel (23,17%) e Energias do Brasil (22,62%) – e duas instituições financeiras – Itaú (22,33%) e Bradesco (19,17%).