06-05-2016 – 16:41:29
A OABPrev-SP adotou este ano uma política de redução da alocação em renda variável, transferindo recursos para outros investimentos com o objetivo de zerar a posição nessas carteiras. No início do ano, o fundo de pensão tinha 6% dos recursos em renda variável sendo que em abril, a exposição à bolsa já havia caído para 2%. Com o movimento, alguns gestores que foram contratados no ano passado para fazer a gestão dessas carteiras acabaram sendo dispensados. É o caso da Vinci Partners, que era responsável por um fundo de dividendos o qual o fundo de pensão já retirou todos os recursos. Outro fundo de dividendos era gerido pela Icatu, que possui outras carteiras do fundo de pensão.
De acordo com o presidente do fundo de pensão, Luís Ricardo Marcondes Martins, a ideia é adotar um posicionamento mais conservador em relação aos investimentos. “Estamos carregando mais em CDI para justamente não pegar a volatilidade da bolsa. No primeiro trimestre a posição ficou mais conservadora, até por conta das recomendações do próprio comitê de investimentos”, salienta. Os recursos em questão estão sendo deslocados principalmente para fundos multimercado estruturados.
Segundo Nathan Batista, da Aditus, consultoria que fornece serviços à OABPrev-SP, a carteira do fundo de pensão se tornou menos dependente do retorno de bolsa. “Esse orçamento de risco, que antes estava muito concentrado, foi segmentado em juro real e multimercado estruturado. Buscamos fundos que pudessem se valer de uma alocação mais ágil e tática”, explica Batista.
O fundo de pensão encerrou o mês de abril com 5,06% de rentabilidade. O segmento de fundos multimercados estruturados teve rentabilidade de 6%; o de juros pós-fixado, de 4,34%; o de crédito privado de 4,1%; e o de juro real, de 14%.