17-03-2016 – 12:56:22
O BTG Pactual realizou evento com regimes próprios de previdência (RPPS) nesta quarta-feira, dia 16 de março, para explicar a situação dos fundos Absoluto (renda variável) e Crédito Corporativo (crédito privado). Participaram cerca de 25 institutos de previdência, entre eles, os municípios de Itu, Diadema, Guarujá, Tatuí, entre outros. A equipe da asset do BTG Pactual explicou as medidas tomadas para garantir a liquidez da instituição, como a venda de empresas e participações do grupo, desde a prisão do ex-CEO André Esteves em decorrência da Operação Lava Jato.
“Agora que a poeira já baixou, resolvemos mostrar o que o banco tem feito após o evento de novembro para garantir o equilíbrio e a liquidez e também para falar de nossos fundos voltados para o público institucional”, diz Phylipe Corsini, da área de relacionamento com clientes institucionais da asset do BTG Pactual. O executivo explica que no evento foram apresentadas as posições dos fundos Absoluto e Crédito Corporativo.
O fundo Absoluto saiu de uma posição de R$ 1,48 bilhão em outubro de 2015 para R$ 232 milhões em fevereiro de 2016 em ativos sob gestão, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Apesar da forte redução do patrimônio, o executivo do BTG Pactual conta que o desempenho foi mantido nos mesmos níveis de antes porque o fundo tinha posições em ações com boa liquidez, como por exemplo, Renner, Cielo, Itaú e Equatorial. “Foi possível manter as mesmas posições com volume mais reduzido. Por isso, o desempenho não foi prejudicado”, diz Corsini.
Já o fundo de crédito privado também não apresentou maiores problemas em função dos resgates. O fundo BTG Pactual Crédito Corporativo saiu de uma posição de R$ 2,04 bilhões em ativos sob gestão em outubro de 2015 para R$ 490 milhões em fevereiro de 2016 – dados da CVM. “Além da liquidez dos ativos que vendemos no mercado secundário, o fundo também mantinha uma alta posição em caixa. Isso evitou a venda de ativos com maior deságio”, explica Corsini.
O executivo reforça que as duas estratégias vão continuar as mesmas e acredita que no médio prazo será possível voltar a captar recursos junto ao público institucional. “Queremos voltar a captar no médio prazo, com muita humildade, mas agora que estamos restabelecendo a credibilidade, podemos voltar a captar”, diz Corsini. Ele conta que além do encontro com os RPPS, a equipe também está visitando os clientes fundos de pensão, neste caso, de forma individualizada.