Investidores de longo prazo devem começar a olhar bolsa brasileir...

23-10-2015  –  15:14:09

 

Apesar do ambiente macroeconômico e político desfavorável do Brasil, e da percepção de que os valuations ainda não estão em patamares atrativos, os investidores de longo prazo já deveriam começar a monitorar oportunidades na renda variável local, escrevem os analistas Felipe Hirai e Ligia Araujo, do Bank of America Merrill Lynch.

Apesar da equipe econômica global do banco prever uma retração de 3,3% do PIB brasileiro em 2015, e de 3,6% em 2016, os analistas lembram que os dados históricos indicam que a performance da bolsa brasileira tem baixa correlação com o PIB, uma vez que o desempenho das ações está mais atrelado ao cenário futuro do que ao presente. No ano que vem, os analistas do BofA acreditam que os investidores irão passar a se questionar se o crescimento vai apresentar alguma melhoria a partir de 2017. Embora destaquem que os índices de referência ainda estão trabalhando em patamares pouco atrativos, os analistas do BofA entendem que há oportunidades a serem garimpadas na Bovespa.

Entre as companhias analisadas pelo BofA com maior correlação com o crescimento do PIB, os analistas citam Randon, Metal Leve, Marisa e Usiminas. Por outro lado, empresas com receitas em dólar, ou líderes de mercado, como Dufry, Cielo e Fibria, são enxergadas pelos especialistas como as de menor correlação com a atividade econômica em curso no pais. Entre os setores representados na bolsa, os especialistas entendem que, no atual momento, o de construtoras (Lopes, Helbor, Even), o industrial (Mills, Marcopolo) e o de consumo discricionário (Via Varejo, Marisa), são hoje os mais correlacioandos com a performance do PIB.