20-08-2015 – 16:29:46
O fundo soberano da Noruega, um dos maiores do globo, com cerca de 6,89 trilhões de coroas noruguesas em ativos (cerca de US$ 830 bilhões), teve um retorno negativo de 0,9% no segundo trimestre de 2015, o que reduziu o seu patrimônio em aproximadamente US$ 8,8 bilhões. O retorno da carteira de ações foi negativo em 0,2%. Na renda fixa, a queda foi de 2,2%. Ainda assim, os retornos dos investimentos ficaram 0,4% acima do apresentado pelos benchmarks. O investimento do fundo no setor imobiliário teve um retorno positivo de 2% no período. Do total da carteira do fundo, 62,8% está no mercado de ações; 34,5% na renda fixa; e 2,7% no mercado imobiliário.
“O retorno na renda fixa foi afetado por um aumento dos yields nos principais mercados de atuação do fundo”, afirma Yngve Slyngstad, CEO do banco de investimento do país nórdico, em comunicado. “No mercado de renda variável, as ações americanas puxaram o resultado para baixo”, acrescenta o executivo. No relatório de resultados do segundo trimestre, o fundo destaca também que a coroa noruguesa se fortaleceu contra muitas das principais moedas durante o segundo trimestre, o que reduziu o valor do fundo em 53 bilhões de coroas norueguesas, ou US$ 6,4 bilhões. Por outro lado, 12 bilhões de coroas norueguesas (US$ 1,4 bilhão) foram aportados pelo governo no fundo de abril a junho.
Emergentes – Em relação aos emergentes, o fundo soberano norueguês nota que os dados econômicos de vários desses mercados “continuam a surpreender os analistas de maneira negativa no trimestre, apesar das estimativas de crescimento já terem tido uma expressiva revisão para baixo”. A economia brasileira, ressalta o documento, teve uma performance “particularmente fraca, com crescimento negativo e inflação alta”. O peso do mercado de ações do Brasil no fundo norueguês diminuiu de 0,9% em dezembro de 2014 para 0,7% em junho de 2015.
Ainda assim, entre os emergentes, o Brasil é o terceiro maior ao qual o fundo da Noruesa está exposto em termos de ativos de renda variável, atrás de China, Taiwan e Índia. As três maiores posições do fundo na bolsa estão em Nestlé, Apple e Novartis. Na renda fixa, a exposição do fundo ao real caiu de 1,5% para 1,2%, e ficou abaixo do peso mexicano, com 1,8%, e do won sul coreano, com 1,6%. Em termos de bonds, o governo brasileiro representa a nona maior exposição do fundo, que tinha 37,4 milhões de coroas norueguesas (US$ 45,3 milhões) em bonds do governo brasileiro em junho. Os bonds do governo americano lideram, com 461,8 milhões de coroas.