01-07-2015 – 16:40:31
Embora medidas do ajuste fiscal tenham gerado reflexos nos papéis do setor financeiro listados em bolsa, a ação do Itaú Unibanco foi a que mais apareceu nas carteiras recomendadas de bancos e corretoras para o mês de julho. De 17 carteiras, o papel do banco aparece em onze, sendo que duas casas, Guide e Walpires, não incluiram o ativo em suas recomendações, mas colocaram as ações da Itaúsa. Além das duas, também participaram do levantamento BB Investimentos, Bradesco BBI, Citi, BTG Pactual, Tov, Walpires, Magliano, Coinvalores, Gradual, Planner, UM, Socopa, Elite, Rico e Concordia.
No primeiro semestre de 2015, as ações do Itaú acumulam valorização de 1,65%, contra a alta de 6,15% do Ibovespa no período. Já em 12 meses o papel sobe 11,3%, ante a queda de 0,16% do benchmark. Papéis do setor financeiro têm sido penalizados recentemente por conta de medidas do ajuste fiscal. No final de maio foi elevada de 15% para 20% a Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, que passa a valer a partir de setembro. Nesse dia as ações do Itaú fecharam o pregão em baixa de mais de 2%, assim como as do Bradeco; as do BB caíram quase 3,5%. O governo estuda ainda extinguir os Juros sobre Capital Próprio (JCP), que reduziria o lucro dos bancos em aproximadamente 10% de acordo com estimativas preliminares.
“Acreditamos que após as mudanças tributárias e aumento das provisões para devedores duvidosos que afetaram o setor, o momento volta a ser positivo”, afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual, em relatório. “Acreditamos que a recente queda apresenta uma oportunidade de exposição à companhia, que dentro deste cenário desafiador tem sido capaz de entregar alto lucro por ação”.
Em segundo lugar com nove indicações ficaram as ações da Ambev, que têm valorização de 19% em 2015. “Nos últimos trimestres, a companhia seguiu reportando resultados consistentes, apesar do cenário macro desfavorável. Com isso, a empresa continua a apresentar forte liderança no mercado nacional de cerveja, consistência nos resultados operacionais, elevada geração de caixa e forte confiança do mercado no management”, escreve a equipe da Rico.
Os papéis da Petrobras, que já sobem mais de 20% em 2015, figuraram em quatro carteiras. “A divulgação do plano de desinvestimento traz boas perspectivas para os papéis no curto prazo ”, diz Fabio Cardoso, da BB Investimentos. Entre as small caps com alto potencial de valorização, destaque para Raia Drogasil, que sobe 62% no ano, e Weg, que avança quase 30%, com cinco recomendações cada.
Das onze casas que divulgaram o desempenho de suas carteiras recomendadas no primeiro semestre, a liderança ficou com a Tov, com ganhos de 13,76%, ante 6,15% do Ibovespa. A pior performance foi da Planner, que viu a carteira cair 3,63%.