26-05-2015 – 14:11:32
Representantes dos maiores fundos de pensão, endowments e gestores do mundo assinaram uma carta destinada aos ministros das Finanças dos países que formam o G-7 (Canadá, França. Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) para apoiar investimentos visando a redução de emissão de carbono.
De acordo com a Pensions and Investments (P&I), a carta foi assinada por mais de 120 investidores institucionais ao redor do mundo em uma iniciativa organizada pela United Nations Principles for Responsible Investment, Investor Network on Climate Risk, Investor Group on Climate Change e pela Asia Investor Group on Climate Change. Entre os signatários estão fundos de pensões suecos AP1, AP2, AP3, AP4 e AP7, fundos de pensões do Reino Unido BT Pension Scheme e Universities Superannuation Scheme, fundo de pensão dos servidores da Califórnia (CalPERS) e fundo de pensão dos professores da Califórnia (CalSTRS), e o AustralianSuper.
O objetivo do grupo é limitar o aumento médio da temperatura global em dois graus Celsius até 2040. Além disso, os signatários querem apoiar a promessas de emissão curta e média, além de planos de ação dos países com esse fim. A carta diz ainda que investimentos adicionais podem ser feitos para chegar a esse objetivo e pede por políticas bem concebidas que mudem o incentivo e garantam a entrega de tecnologias viáveis a fim de atingir a transição justa para trabalhadores e comunidades.
O ministro de finanças da França, Michel Sapin, já havia anunciado que o governo vai passar a exigir dos investidores institucionais informações sobre o quanto de seus portfólios de investimento estão expostos à empresas emissoras de carbono. Sapin disse que o sistema financeiro precisa considerar os riscos climáticos em suas estratégias de investimento e os institucionais devem saber o nível de exposição de suas carteiras ao risco do carbono, implementando uma “descarbonização” de seus portfólios, o que pode incluir desinvestimentos em setores específicos.