Petros altera política de investimentos e reduz renda variável e ...

28-04-2015  –  12:22:11

 

A Petros divulgou nesta terça-feira, 28 de abril, alterações na sua política de investimentos focando em maior conservadorismo. Licio da Costa Raimundo, diretor de Investimentos do fundo de pensão, explica no comunicado que a ideia é adotar uma postura um pouco mais conservadora reduzindo os limites de exposição de algumas carteiras, como a renda variável.

Para o plano de benefício definido da fundação, o Plano Petros Sistema Petrobras (PPSP), a estratégia será a busca por liquidez e para isso, parte dos recursos investidos será transferida para a aquisição de títulos públicos. “Esses papéis estão pagando juros bastante atrativos, mas também têm liquidez, à medida que podemos levá-los ao mercado a qualquer momento e transformar em dinheiro”, explica o diretor no comunicado. 

Nesse plano, a Petros reduzirá a participação em bolsa de valores e não fará novos aportes em Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), mantendo apenas o capital já comprometido. As carteiras de renda variável, FIP e investimento no exterior, que juntas representam 52% do patrimônio do plano, deverão ficar com uma fatia menor que a atual até o final de 2015, e o percentual continuará sendo reduzido nos próximos cinco anos. Também devem ser reduzidas as aplicações na carteira de crédito privado do plano.

No plano de contribuição variável, Plano Petros 2 (PP-2), todos os novos aportes realizados em FIPs terão que, obrigatoriamente, passar por aprovação do conselho da fundação. Além disso, renda variável, FIP e investimento no exterior poderão, juntos, representar no máximo 30% dos investimentos do plano. A mudança é que antes não existia limite para o somatório, mas individualmente o teto para investimento em renda variável era de 25%, em FIP, de 5% e em exterior, 1%. Atualmente, as três carteiras ficam abaixo deste percentual, somando cerca de 16% do patrimônio do plano. Também será avaliada a redução do limite de 15% para aplicações em crédito privado.

Outra mudança é que o benchmark dos fundos de investimentos imobiliários de ambos os planos sai de IPCA + 5,5% e passa a ser IPCA + 6%.