24-03-2015 – 18:35:54
A consultoria Mercer finalizou o processo de seleção de gestores de recursos para o fundo no exterior que deve ser lançado com a Caixa Econômica. Participaram 24 assets que atuam em mercado globais, a maioria com sede nos Estados Unidos. O produto é um fundo de fundos voltado para a captação de recursos de fundações – adaptado à Resolução 3792. A Mercer não quis divulgar os nomes das gestoras selecionadas porque o fundo ainda está em processo de constituição. O custodiante será o Deutsche Bank, que foi escolhido pela Caixa Econômica.
O fundo terá uma estrutura com três estratégias básicas, uma de ações globais, outra de baixa volatilidade e a última de small e mid caps. Em cada uma das estratégias foram analisadas as propostas de oito assets. Ao final, foi selecionada uma asset para cada estratégia. Ou seja, o produto contará com três fundos no exterior de três assets diferentes. Na estratégia de global equity, é provável que entre uma segunda asset a medida que ocorra o crescimento da captação e do patrimônio.
“Foi um processo bastante concorrido. Percebemos alto interesse das assets em atuar no mercado brasileiro, mas ao mesmo tempo elas não estão dispostas a abrir um escritório próprio no país. Por isso, algumas estão procurando um parceiro ou então querem participar através de fundo de fundos”, diz Cecília Cabanas, consultora sênior de investimentos da Mercer. A especialista explica que as assets globais têm interesse em atuar no Brasil, mas que percebem que o mercado já está bastante consolidado. Então, acabam dando preferência para a participação através de fundo de fundos ou com uma associação com uma asset local.
Neste sentido, o produto da Caixa Econômica atraiu a atenção das assets com quem a Mercer já tem relacionamento no mercado americano. A previsão é que o novo fundo seja lançado até o meio do ano. A expectativa da Mercer era que o fundo estivesse em fase de captação já no início de 2015, porém a indefinição quanto ao aporte de seed money por parte da Caixa Econômica atrasou seu lançamento. O seed money é um elemento importante para viabilizar o início da fase de captação junto às fundações, porque a legislação exige que cada investidor adquira no máximo 25% das cotas do fundo. Sem o aporte inicial, a margem para captação junto às fundações fica mais limitada.