18-03-2015 – 18:06:27
Por focar em produtos estruturados, uma das apostas do banco francês Societe Generale no Brasil são os Certificados de Operações Estruturadas (COEs), lançados há pouco mais de um ano no país, e que mesclam dentro de um único veículo ativos de renda fixa e de renda variável. Entre 40% a 50% desses fundos estruturados contam com a participação do Societe Generale, informa Francis Repka, diretor executivo do Societe Generale no Brasil.
No negócio, o banco fica responsável pelo hedge das operações, já que elas oferecem ao investidor o beneficio do capital protegido, no qual caso o mercado investido apresente um desempenho ruim, o investidor recebe de volta o valor originalmente aportado. Hoje um dos principais hedges que o mercado demanda é o cambial, mas Repka espera que, ao longo dos anos, outros ativos possam entrar na lista, como commodities agrícolas e índices acionários de outros países. “Estamos percebendo que vai ter mais possibilidade de ter indexação sobre outros tipos de índices”.
Em janeiro os COEs completaram um ano de seu lançamento no país. No período, foram realizadas 30 mil emissões por 14 bancos, com um estoque de R$ 3,8 bilhões (montante atualmente disponível no mercado). Já o volume de COEs registrados, referente àqueles ativos que já foram emitidos desde o lançamento do produto, era de R$ 6,2 bilhões. Do total das emissões já vencidas, 71% delas entregaram um retorno anualizado igual ou superior à taxa DI, que foi de 10,78% no acumulado de 2014. Além disso, 95,5% dos COEs emitidos foram com o valor nominal protegido. As classes de ativo mais demandadas, dentro os COEs já emitidos, foram câmbio, com 36,7%, índices de ações nacionais, com 30,9%, e inflação, com 26,2%.
Brasil
Embora o país atravesse um período difícil em termos econômicos, Repka nota que ainda há o interesse por parte de grandes investidores internacionais em aplicar no mercado brasileiro. “Naturalmente a exposição é um pouco menor agora do que era no começo de 2014, particularmente no mercado de ações, onde as perspectivas não são tão claras”, diz o executivo. Uma das apostas da asset é a captação de recursos de institucionais estrangeiros que estejam interessados em investir em ativos no mercado brasileiro.