Ativos dos RPPS estaduais crescem 3,5% em 2014

05-02-2015  –  15:19:13

 

O volume de ativos sob gestão dos regimes próprios estaduais cresceu 3,5% em 2014, em relação ao ano anterior, superando R$ 112,5 bilhões. Os dados são preliminares e foram extraídos do CadPrev, sistema de informações do Ministério da Previdência.

Apenas três regimes próprios estaduais apresentaram baixa no volume de ativos: Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. O instituto de Pernambuco foi o que registrou a maior queda (65%), encerrando 2014 com R$ 51,48 milhões em carteira, contra R$ 147,65 milhões no ano anterior.

Segundo fontes do Funape, essa diferença está na mudança do prazo em que a Fazenda optou por fazer os repasses das contribuições ao instituto. “Passamos a receber os recursos muito em cima da hora. Não dava tempo de aplicar os recursos, que iam integralmente para o pagamento dos benefícios. Para cobrir o déficit mensal, tivemos de fazer resgates constantes dos nossos investimentos”, explica uma fonte do instituto.

O fundo financeiro, que é deficitário, recebe aportes de R$ 130 milhões da Fazenda para cobertura dos benefícios, além de R$ 280 milhões em contribuições do estado e dos participantes. “A partir de maio do ano passado, a pasta começou a atrasar os pagamentos”, complementa a fonte. Procurada, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco não respondeu aos questionamentos da Investidor Institucional até o fechamento desta nota.

Já no caso do Rioprevidência, a queda é explicada pela diretoria como um problema de metodologia. “O CadPrev utiliza parâmetros pré-estabelecidos que não reconhecem alguns ativos do Rioprevidência que não possuem liquidez ou fluxo de recebíveis constantes, como ICMS Parcelado, Dívida Ativa, Valores a Receber do Estado do Rio de Janeiro e almoxarifado”, explica o instituto por sua assessoria de imprensa. Caso esses valores fossem levados em conta, os ativos sob gestão do Rioprevidência teriam encerrado 2014 em R$ 81,82 bilhões.

Em alta
O instituto de previdência de Sergipe foi o que registrou o maior aumento em sua carteira no ano de 2014. Os ativos sob gestão do RPPS passaram de R$ 215,4 milhões para R$ 403,18 milhões em um ano, uma alta de 87%.

Segundo Wilson dos Santos, diretor financeiro do instituto, a diferença ocorreu pelo repasse de royalties de petróleo pelo governo do estado. O valor, que nunca havia sido repassado ao instituto, ocorreu como forma de antecipação das contribuições mensais do governo ao fundo. Por mês, a Fazenda envia cerca de R$ 70 milhões para cobertura do déficit do fundo financeiro.

Ao todo, são dois fundos que estão sob o guarda-chuva do Sergipe Previdência: o Finaprev (financeiro e deficitário) e o Funprev, capitalizado, que acumula R$ 336 milhões em ativos. O CadPrev não faz distinção dos fundos no sistema.

“Nosso fundo capitalizado cresceu bastante. No ano passado, batemos a meta de 12,86%, gerando rentabilidade de 13,54%. Ao todo, 97% está aplicado em renda fixa, que teve bom retorno no ano passado, apesar da forte volatilidade em alguns meses do ano”, afirma Santos.

Os resultados, contudo, não foram suficientes para recuperar as perdas do ano anterior, quando o Funprev registrou baixa de 8%. Ainda assim, o número de novos ingressantes contribuiu para o aumento dos recursos do fundo. No ano passado, a adição de participantes trouxe R$ 100 milhões a mais ao fundo capitalizado.