Multiprev cresce com novas patrocinadoras e abre limite para exte...

29-01-2015  –  17:04:47

 

Em linha com as práticas de mercado, o Multiprev, fundo de pensão multipatrocinado da MetLife, aprovou em sua política de investimentos um limite de até 3% para investimentos no exterior. “Quando surgirem as oportunidades, os gestores vão nos procurar para autorizarmos o investimento”, diz Julio Medina, diretor de investimentos da entidade. “A nossa política vai buscar desde os fundos mais conservadores aos mais agressivos. Temos uma plataforma bem distribuída de benchmarks e gestores, para a situação do passivo de cada empresa, até por isso a atratividade do Multiprev, ele tem uma oferta bem ampla de oportunidades de investimento”, pontua Medina.

O Multiprev tem um patrimônio de R$ 3,2 bilhões, e administra cerca de 120 planos de benefícios, de 65 empresas patrocinadoras. Segundo Medina, o crescimento anual do Multiprev, na média, tem sido de 20% – 10% são provenientes da rentabilidade dos fundos, e os outros 10% vem das contribuições dos participantes e de novos planos.

Ao longo de 2014 cinco empresas transferiram ou iniciaram seus programas previdenciários com a Multiprev: Atento, Hyundai, Aker Solutions, Avaya e Mondelez, essa última responsável pela transferência do maior plano, de aproximadamente R$ 300 milhões. “Temos outra grande para entrar em 2015, mas o contrato ainda não foi assinado, o que deve ser até fevereiro”, diz o diretor do fundo de pensão. O tamanho do plano é parecido com o da Mondelez. “Geralmente são aquelas empresas que já estão no mercado de previdência há um bom tempo, e que querem focar no negócio delas e passar o risco para alguém que faça o negócio efetivamente”.

Longevidade

Outro tema que tem sido bastante discutido na indústria de previdência complementar fechada, a possibilidade das fundações começarem a contratar seguros para o risco de longevidade de seus participantes está no radar da MetLife. “É um tema que está sendo discutido, o mercado tem interesse, e vamos ser um player bem competitivo nesse mercado”, fala Medina, que é também o diretor de investimentos e previdência da MetLife no Brasil. “Acredito que é algo mais para o médio prazo, mas já existem conversas sim, a MetLife tem experiência nisso, e não quer ficar de fora desse negócio”.