Renda variável prejudica rentabilidade do Iprejun

29-01-2015  –  13:19:49

 

Com 27,5% do patrimônio aplicado em renda variável, o fraco desempenho da bolsa afetou a rentabilidade da carteira do Instituto de Previdência do Município de Jundiaí, Iprejun. Em 2014, o RPPs ficou aquém da meta atuarial de 12,76%, registrando rendimento de 8,22% no ano. Os ativos sob gestão atingiram o volume de R$ 975,2 milhões.

Embora o instituto não aplique em fundos atrelados ao Ibovespa, benchmark prejudicado pela forte desvalorização das ações da Petrobras, o desempenho da carteira de renda variável é atribuído ao fraco nível de atividades da economia, cenário que impacta o balanço das empresas de forma geral e o apetite dos investidores por risco.

Ainda assim, a tendência é de elevar investimentos em renda variável em 2015. Em janeiro, o Iprejun tinha 29% do patrimônio líquido alocado no segmento. “Temos a visão de que, no longo prazo, renda variável é bem mais rentável do que a fixa. Com a queda da bolsa em dezembro, aproveitamos para aumentar posições em R$ 20 milhões adquirindo cota de dois fundos de dividendos, um da Vinci Partners e um da Geração Futuro”, explica André Rocha Marinho, diretor financeiro do instituto.

Para renda fixa, as perspectivas de aumento da taxa de juros tende a favorecer novas alocações. A rentabilidade dos títulos de mais longo prazo no ano passado também motivam a permanência do Iprejun nessa classe de ativos. Em 2014, mesmo com as fortes volatilidades da família IMA durante as eleições, fundos IMA B e IMA B 5+ acumularam rendimentos superiores a 16% no ano.