Fundação Nestlé busca gestor independente para fundo exclusivo

28-01-2015  –  18:48:56

 

A Fundação Nestlé de Previdência Privada (Funepp) está reestruturando a carteira de renda variável, que soma cerca de R$ 140 milhões, e representa aproximadamente 10% da carteira total de investimentos da entidade. Metade da carteira será gerida passivamente, guiada pelo benchmark IBrX. Já a outra metade terá uma gestão ativa, e a fundação está com o processo de seleção do gestor em andamento, com previsão de término para o fim do próximo mês.

“Avaliamos a possibilidade de investir em fundos mútuos com alguns gestores, mas a tendência é montarmos um fundo exclusivo com um gestor independente”, afirma Alessandra Cardoso, gerente de investimentos da Funepp. 

Para chegar a uma lista de gestores para selecionar, a Funepp realizou um estudo junto com a consultoria Aditus e a MSCI, e a conclusão a que chegaram foi a de que o principal fator de risco dentro de fundos ativos de renda variável é o próprio gestor. “Se é uma estratégia de small cap, de fato o mandato fica em small cap mesmo. Mas se a estratégia é crescimento, valor ou total return, não há um fator de risco muito claro, o principal fator nas estratégias é o stock picking do gestor”, diz Alessandra. Por conta disso, o foco na escolha do gestor não será voltado para uma estratégia específica, mas sim para uma casa com quem a entidade tenha bom relacionamento e confiança.

“Focamos em gestores independentes porque, pelo que vimos nos estudos, são os que trazem maior retorno para esse tipo de gestão”. A busca da fundação se concentra em fundos descorrelacionados dos benchmarks, que tenham menor influência das grandes empresas em suas rentabilidades.

Exterior

Com as perspectivas fracas para a bolsa brasileira, a Funepp também aprovou em sua política de 2015 o investimento no exterior, no limite de até 10% do patrimônio, mas com o alvo em 5%. Como o trabalho no fundo de pensão está agora voltado para a renda variável doméstica, a escolha dos gestores para os fundos no exterior deve ficar para o segundo semestre.

(Leia mais na edição 267 da Revista Investidor Institucional)