Funpresp-Jud diversifica opções de investimentos para 2015

27-01-2015  –  16:13:50

 

A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário, Funpresp-Jud, aprovou política de investimento mais flexível para este ano. Enquanto no ano passado a fundação investiu apenas em IRF-M1 e IMA-B5, a patir de agora foi aprovado um percentual de no máximo 10% em renda variável e 5% no exterior.

Apesar da mudança, o Plano de Benefícios da fundação, que contempla um patrimônio de R$ 5,5 milhões, iniciou o ano com a mesma alocação verificada ao final de 2014 – basicamente em IRF-M1 e IMA-B5. “A alteração desta estratégia dependerá fundamentalmente da evolução do cenário macroeconômico, principalmente em relação ao possível início das aplicações em renda variável ou investimentos no exterior”, explica Ronnie Tavares, diretor de investimentos da Funpresp-Jud. 

No ano passado, a rentabilidade do Plano de Benefícios foi de 10,05%, equivalente a 97,4% do benchmark (CDI até 21/mai e 50% IRF-M1 + 50% IMA-B5 após esta data). “O ano de 2014 foi um ano de transição no que se refere aos investimentos efetuados pela Funpresp-Jud, quando migrou-se do CDI para outros ativos em maio. A estratégia adotada foi bem conservadora, direcionando os recursos apenas para ativos de renda fixa com baixa ou média volatilidade, de forma a manter a carteira com baixo nível de risco de mercado”, ressalta o executivo. 

Tavares diz ainda que as principais motivações para a estratégia adotada no ano passado foram o cenário macroeconômico incerto e o ainda reduzido nível de aceitação de riscos por parte dos participantes em um momento de início das atividades da fundação. “Já o ano de 2015 será de consolidação, com a possibilidade de início da exploração de novas vertentes de investimentos à medida que surgirem oportunidades interessantes”. Para este ano, o benchmark do plano está estabelecido em IPCA + 5% ao ano. Tavares explica que pode haver aumento da diversificação no segmento de renda fixa via investimentos em ativos mais longos, por exemplo, ou ainda em títulos privados com baixíssimo risco de crédito, entre outras possibilidades. 

Já o Plano de Gestão Administrativa (PGA), cujo patrimônio contabiliza R$ 23,3 milhões, manteve a estratégia passiva na política de investimentos para 2015. No ano passado, o plano teve rentabilidade de 10,52%, equivalente a 100% do benchmark (CDI até 22/mai e 85% IRF-M1 + 15% CDI após esta data). Tavares explica que a busca agora é por maior rentabilidade no longo prazo.  “O benchmark passou a ser 85% em CDI e 15% em IMA-B5, deduzidos os custos dos investimentos”.