RPPS de Vitória investe em fundo S&P 500 e pretende ampliar ...

23-01-2015  –  12:32:09

 

O Instituto de Previdência de Vitória (Ipamv) está buscando maior diversificação para sua carteira de investimentos. Neste sentido, o regime próprio, que tem patrimônio de R$ 295 milhões, investiu R$ 2 milhões no fundo capital protegido II da Banestes DTVM em dezembro passado. Além disso, está procurando FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios) para alocar mais 4% de seu patrimônio em 2015.

Atualmente, o instituto conta com 6% do patrimônio aplicado em FIDCs e pretende elevar essa carteira para 10% durante o ano. “Estamos buscando FIDCs com rating duplo A para cima, mas o mercado tem oferecido poucas opções nos últimos meses”, diz Herickson Rangel, diretor administrativo e financeiro do Ipamv. A última alocação nesta carteira ocorreu ainda no primeiro semestre do ano passado, quando o regime próprio aplicou R$ 5 milhões no FIDC da Casan, da Caixa Econômica.

Com pouco apetite para renda variável, o instituto tem preferido a alocação em fundos de capital protegido. Já tinha alocado recursos em um fundo de capital protegido da Banestes DTVM, lançado em parceria com a XP Investimentos no final do primeiro semestre de 2014. Com o objetivo de seguir a rentabilidade de ações de empresas de tecnologia como Google, Facebook e Apple, o fundo teve rentabilidade de 14% entre maio e dezembro do ano passado.

No final do ano, a Banestes DTVM lançou um segundo fundo de capital protegido, desta vez, sem nenhuma parceria. O novo fundo tem o objetivo de replicar a rentabilidade do S&P 500. Apesar de seguir um dos principais índices da bolsa americana, o fundo não realiza operações com ações. O produto está estruturado com títulos públicos e opções do índice negociados na BM&FBovespa. “Lançamos o fundo porque percebemos a oportunidade de captar o crescimento da economia americana, ao mesmo tempo que sentimos a demanda dos investidores no primeiro fundo”, diz Vítor Lopes Duarte, diretor presidente da Banestes DTVM.

O executivo conta ainda que a asset fez uma consulta ao Ministério da Pevidência Social para esclarecer se os regimes próprios poderiam investir neste fundo. A dúvida existia porque o fundo está atrelado a um índice de ações do exterior. “Consultamos o ministério e nos deram sinal verde para captar com os institutos”, comenta Duarte (leia matéria na próxima edição de Investidor Institucional

O fundo fechou o período de captação ainda em dezembro, com R$ 35 milhões. Deste montante, R$ 10 milhões são provenientes de seis regimes próprios do estado do Espírito Santo, e o rentante de clientes pessoa física.